Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?
Enviada em 16/12/2020
A crise hídrica que assombra o mundo tem história, e esta repousa em um variável não necessariamente desconhecida: a ação humana. Séculos de extração e de abuso da água como um recurso ilusioriamente inesgotável nos levaram às portas do limite na óbvia constatação: a água vai acabar, caso não sejamos inteligentes o suficiente para lidar com os ciclos que a natureza ensina em sua sabedoria.
Desde as cheias do Rio Nilo, a civilização depende deste líquido transparente, sem cheiro e sem sabor, para além de suas necessidades meramente fisiológicas; pois a amplitude de suas aplicações desaguam por exemplo nos grandes complexos de usinas hidroelétricas - além da manuteção da agricultura mesma e sua expansão até os tempos modernos. O ponto de virada insustentável talvez seja justamente este: a maneira como abusamos da água para manter uma lógica frenética de consumo. Em paralelo, degradamos florestas inteiras que nutrem a dança dos vapores entre o céu e a terra para retroalimentar toda a cadeia em busca de ainda mais expansão.
Há um limite para estes termos, pois estamos muito próximos de um ponto onde nossa ação na natureza dificilmente poderá ser reparada sem grandes restrições no nosso estilo de vida. Temos uma escolha: revisamos de maneira sustentável a administração do quanto pressionamos um sistema que tem equilíbrio muito fino ou continuamos a testar a crença quase imortal em uma espécie de mãe ambiental de recursos infinitos.
Precisamos de uma extensiva campanha global sobre os impactos práticos no curto prazo para que população entenda sua responsabilidade no consumo dentro de um regime que precisa ser repensando. Em paralelo, apoiar intensivamente estudos para o desenvolvimento de produções econômicas auto-sustentáveis é o caminho para tornar todo o empreendimento ecológico envolvido como algo sustentável, realista e pragmático.