Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?
Enviada em 21/12/2020
Na fase realista de Machado de Assis, ele identificou o corpo social brasileiro e arquitetou críticas aos hábitos egoístas e visíveis que definem o país. Não longe da ficção, vê-se aspectos parecidos no que se refere à questão da crise hídrica e suas consequências na sociedade. Diante de tal contexto, torna-se notória, como causas, a ausência de debate, tal como a escassez de conhecimento social. À vista disso, é crucial a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Convém ressaltar, a princípio, que a carência de debate se mostra como um dos obstáculos para a resolução do problema. Nessa perspectiva, Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Dessa forma, para que um problema, como o esgotamento de água no solo, seja resolvido, faz-se necessário debater sobre ele. Todavia, nota-se uma lacuna no que se refere a essa questão, que ainda é bastante silenciada. Assim, trazer à pauta esse tema e debatê-lo aumentaria a chance de atuação nele.
Outrossim, constata-se que a falta de conhecimento social é uma das razões pelas quais o problema persiste. Segundo o filósofo Immanuel Kant, “pensamentos sem conteúdo são vazios e intuições sem conceitos são cegas”. De fato, embora esse pensamento não tenha sido escrito sob viés social, observa-se que a ideia se liga à questão da escassez de água no solo, já que o Estado não propicia nenhum ato conscientizador com o objetivo de educar o corpo social para resolver o contrato e, por esse motivo, a população continua a sofrer com a seca. Destarte, é inaceitável que essa conjuntura continue a perdurar.
Portanto, para encerrar com a crise hídrica, medidas devem ser tomadas. Faz-se indispensável, pois, que o Ministério do Meio Ambiente, em parceria com a Prefeitura, elabore oficinas educativas, em locais públicos de grande movimento, para a população em geral, por meio de palestras de Ambientalistas, que orientem sobre como hábitos individualistas relacionados a água podem trazer diversos problemas ao meio ambiente e a humanidade. Ademais, nesses momentos, é preciso trazer para discussão a importância da água como fonte de vida, para que haja o esclarecimento e, por consequência, o devido tratamento a esse grupo. Dessa maneira, talvez, o egoísmo permaneça apenas no universo de Machado de Assis.