Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?

Enviada em 07/03/2021

O filme “Rango”, vencedor do Oscar de melhor animação em 2012, apresenta a história de um camaleão que é xerife de uma vila no velho-oeste. Nessa produção, o galão com toda a água disponível para os habitantes daquele lugar é roubado, o que preocupa a população tendo em vista que esse recurso é o bem mais precioso daquele povoado. Paralelamente a esse desenho animado, no cenário brasileiro, a água também é um recurso de suma importância para a vida humana e manutenção do ecossistema. Apesar disso, ela não é preservada da maneira como deveria, contribuindo para que o país enfrente uma grave crise hídrica, a qual é causada devido ao desperdício desse líquido e à falta de informação e instrução da população acerca do problema.

Em primeiro lugar, cabe ressaltar que o Brasil é um país reconhecido pelas riquezas naturais e biodiversidade. Dessa maneira, ele possui as maiores bacias hidrográficas do mundo e, por isso, cria-se a ideia de que esse recurso é abundante e inesgotável. Nessa perspectiva, o “ouro azul” é utilizado para o consumo próprio, fabricação de produtos e produção de energia, porém o mau uso da água ocorre constantemente no campo industrial, gastando litros desse recurso para a criação e confecção de uma simples calça jeans, por exemplo, e nas práticas do cotidiano, seja ao tomar banho, lavar a louça ou limpar a casa. Logo, o desperdício e a utilização inadequada desse fluido é preocupante, uma vez que ele é fundamental para a vida no planeta Terra assim como para o vilarejo do desenho “Rango”.

Ademais, a Constituição federal assegura, no Artigo 205, a educação como direito de todos e preparo para o exercício de cidadania. Entretanto, o estudo proporcionado pelo Estado é desigual, ruim e precário, de forma que os cidadãos não têm uma formação adequada que os conscientizem sobre a importância da preservação da água e o uso apropriado dela. Sendo assim, uma parcela dos indivíduos  não possui conhecimento quanto a gravidade do cenário em questão. Portanto, em destaque o pensamento do filósofo Immanuel Kant, o qual afirma que o homem é aquilo que a educação faz dele, é crucial o entendimento de que o ensino é essencial para a formação de pessoas mais conscientes e éticas.

Destarte, é evidente que a crise hídrica é um problema que exige mudanças. Nesse viés, o Ministério da Educação deve oferecer seminários gratuitos abertos aos cidadãos de todas as faixas etárias visando instruí-los e orientá-los sobre a importância da conservação da água e maneiras de contribuir para essa preservação. Além disso, para que o maior número de pessoas tenha acesso aos eventos, eles serão gravados e publicados em todas as plataformas digitais, por meio de transmissões ao vivo. Desse modo,  essas palestras ocorrerão semestralmente, auxiliando no processo de instrução do corpo social.