Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?

Enviada em 08/10/2021

A obra " Guernica", de Pablo Picasso, revela a comoção e desespero da sociedade civil espanhola bombardeada em guerra. Atualmente, a obra teria a mesma expressividade frente a situação da crise hídrica enfrentada pela sociedade. Nessa perspectiva, o problema associado a conturbante escassez de água gera árduas barreiras a ser enfrentada no país. Portanto, fatores como prolongados perídos de estiagem e elevado custo de energia solidificam tal mazela.

Em primeira análise, a ausência de chuva cada vez mais evidente no país se torna uma das principais causa do problema. Como prova disso,  segundo o jornal “BBC News” revela que o 2° maior rio da América do Sul (Rio Paraná), com mais de 5 mil km de extensão enfrenta sua maior redução de nível em décadas, proliferando diversos obstáculos ao país como o transporte hídroviario e uma das mais importantes bacias brasileiras. Sob esse viés, agregando diferentes alternativas no modo de vida da população.

Ademais, os riscos a cerca de abastecimento de hídreletricas acaba alternando as fontes de energia a serem usadas, muitas causando impactos ambientais. Desse modo, dados da Operação Nacional do Sistema Eletríco expôs que termelétricas foram essenciais na geração de energia no período sem altos índices pluviométricos, porém, seus impactos fazem repensar seu uso pela elevada dispersão de gases tóxicos. Nessa lógica, os custos de termelétricas na produção de energia é muito elevada, consequentemente, gerando altos valores econômicos no bolso da nação verde-amarela.

Destarte, são necessárias medidas capazes de resolver essa escassez hídrica. Para isso, é imprescindível que o Poder Público por intermédio de investimentos em alternativas viáveis na geração de energia faça com que custos e impactos seja mistigado, a fim de tornar o país um protagonista. Assim, será consolidada uma sociedade que desempenha seu papel no desenvolvimento socioambiental, bem como o Brasil andará rumo á ordem e progresso.