Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?

Enviada em 11/07/2021

O documentário Cowspiracy, através de seus diversos dados informativos, nos revela como a enorme quantidade de água utilizada para a produção de alimentos de origem animal pode impactar os principais recursos naturais como a água. Não obstante dele, a crise hídrica já é uma realidade em diferentes regiões do Brasil. Este fenômeno que tem como origem a falta de sua gestão, aliada a ações antropológicas tem sido durante muitos anos a causa deste principal problema, nos revelando que este é problema antigo onde nada será feito para a sua reversão.

Num primeiro momento, sabe-se que a atual conjuntura brasileira de coordenação dos recursos hídricos é ineficaz e visa somente o setor primário. O Brasil, sendo um exportador de commodities advindas do agronegócio utiliza este como meio principal para a exploração da água. Nesse sentido, mesmo com a utilização da água através de leitos de rios importantes, seu consumo é justificado para a produção de alimentos. Isso é evidente quando pesquisas constatam que a maior porcentagem de água doce é utilizada na agricultura e indústrias. Desta forma, através da legislação branda, bem como representantes políticos que defendam esta atuação, perpetua-se a ideia de uso ilimitado da água sem consequências.

Além disso, o crescimento desordenado dos grandes centros urbanos, exige cada vez mais um uso racional dos recursos hídricos. Este contexto, originado pela falta de gestão urbana tem como consequências o racionamento de água devido a sua grande demanda. Partindo desta perspectiva, a falta de a modernização da rede hídrica, além do saneamento básico, agrava ainda mais a situação em que o país já se encontra. Desta maneira, a infraestrutura urbana também impacta na forma como este recurso poderia ser bem distribuido a fim de se evitar desperdícios e reduzir a sua escassez.

Dado o contexto, fica evidente que para a mudança deste quadro são necessárias ações dentro da política brasileira a fim de se evitar males piores. É necessário que adote-se novas medidas de proteção dos recursos naturais e limite-se o uso deste pelo agronegócio. Essas ações, propocionadas pelo Ministério do Ambiente e da Infraestrutura, visaria a modernização de novas técnicas de cultivo bem como a localização e solução de problemas de vazamentos hidrícos. Entretanto, essas e outras medidas já foram amplamente discutidas e negadas dentro do senado. Desta forma, caminharemos rumo a privatização de bens naturais e a possíveis consequências já debatidas por Rousseau.