Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?
Enviada em 26/07/2021
O filósofo Francis Bacon afirmava que conhecer a natureza é manipulá-la em prol do homem. Dessa forma, quando se analisa esse emblemático pensamento, nota-se veracidade, visto que os seres humanos conseguem manusear os recursos naturais de forma que os beneficiem, tal como nas hidrelétricas. Entretanto, a incúria social e governamental brasileira, destacada pela poluição e má gestão desses recursos, traz problemas à essa vertente - como as crises hídricas - sendo necessário encontrar caminhos para lidar com o imbróglio.
Nesse contexto, convém analisar, inicialmente, que a poluição é um grande impasse para lidar com a falta de água, tornando-se de suma relevância encontrar uma escapatória para a problemática. Nesse sentido, de acordo com o diretor do Greenpeace, Paul Watson, “a inteligência é a capacidade das espécies em viver em harmonia com a natureza”. Assim, percebe-se a importância de que os cidadãos convivam bem com o meio ambiente. Todavia, é notório que essa ação é utópica, haja vista que os indivíduos poluem descartando objetos e restos de alimentos em locais inapropriados, vindo a poluir o solo e os rios, de mod a colaborar com as crises hídricas, pois a água contaminada torna-se impotável. Nesse aspecto, é necessário campanhas publicitárias que conscientizem a população e que indiquem os locais corretos de descarte, sendo um caminho para lidar com as persistentes crises hídricas no Brasil, já que a água limpa poderá ser utilizada. Ademais, também é importante salientar que a má gestão pública em relação a água é um obstáculo para lidar com as crises hídricas, fazendo-se necessário encontrar uma escapatória para enfrentar essa complicação. Dessa maneira, conforme a Constituição Federal brasileira de 1988, o acesso a água potável é um direito de todos os cidadãos. Contudo, é perceptível que tal proposta é falha na prática, um vez que a crise hídrica é um problema real encontrado no país, e que os governantes negligenciam a necessidade de encontrar uma saída para lidar com o imbróglio, como palestras nas escolas que ensinem os jovens e as crianças como economizar água e a importância dessa medida. Portanto, ao se analisar o porquê das crises hídricas e os caminhos a serem tomados para lidar com a problemática, torna-se imprescindível a realização dessas soluções. Posto isso, é fundamental uma ação do Ministério da Cidadania, juntamente com o Ministério da Educação, que deve, por meio de apoio e investimentos governamentais, impor campanhas publicitárias na televisão, jornais e revistas que conscientizem a população sobre os cuidados com o descarte dos lixos domésticos e informem o local apropriado para o despojo. Além disso, também colocar nas escolas palestras e campanhas que ensinem as crianças e jovens a economizar água e o porquê dessa ação. Diante disso, espera-se que os cidadãos consigam lidar com as crises hídricas e que elas se estabilizem, sendo bom tanto para a natureza quanto para os indivíduos, de modo a cumprir com o pensamento de Bancon sem prejudicar o meio ambiente.