Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?
Enviada em 04/08/2021
De acordo com a ciência, a Terra possui 70% de seu território formado por água, ganhando também o nome de “planeta água”. Na canção de Guilherme Arantes que leva o mesmo nome, “Planeta Água”, é representada em seu todo a importância deste recurso através da descrição de seu ciclo – além do cantor exaltá-la pelo seu fundamentalismo na vida humana e sua larga presença no planeta. De tal modo, apesar da abundância desse recurso natural, a falta da água pode se tornar um grave problema futuramente em função do seu uso abusivo e da degradação ambiental que a polui, acarretando uma crise hídrica que é necessária superar atualmente e aprender com tal.
Diante desse cenário, conforme exposto na obra de Graciliano Ramos, “Vidas Secas”, a crise hídrica provoca bruscas mudanças na vida da população atingida, ocasionando a desestruturação dessas famílias e a migração em busca de melhores condições. Por outro lado, a parcela populacional não atingida pela escassez de água age como se a mesma fosse um recurso inesgotável. Diante desse cenário, o uso excessivo da água trará problemas de escassez primeiro para aqueles que possuem acesso precário aos recursos básicos, e que, geralmente, já são atingidos diretamente por essa problemática. Nesse contexto, mesmo sendo grandes agentes do uso abusivo da água, os cidadãos com melhores condições de vida serão privados inicialmente de maiores problemas acarretados.
Além disso, a poluição das fontes de água por atividades sustentáveis e o desmatamento no entorno de reservatórios resulta em uma degradação ambiental crescente nos últimos anos. Nesse viés, atualmente, nota-se o aumento de 42,39% no desmatamento em relação a abril de 2020, segundo o INPE. Sob tal perspectiva, observa-se que a exploração da natureza para fins lucrativos e sustentáveis resulta na destruição gradativa do espaço ambiental – o que atinge diretamente as fontes de água. Dessa forma, haverá um impasse na preservação das represas que auxiliam na umidade e, consequentemente, na formação de chuvas. Sendo assim, em detrimento da poluição e violação ambiental, poderá ocorrer complicações nos sistemas de reservatórios em função da falta de água pluvial, desencadeando um possível racionamento que atingirá a população largamente.
Evidencia-se, portanto, que o uso abusivo de água e a degradação ambiental são fatores de risco para a preservação desse recurso. Faz-se necessário, assim, que o Estado estabeleça medidas públicas para o uso consciente da água, por meio de campanhas publicitárias, que visem um melhor posicionamento social, bem como o controle das atividades que poluem o ambiente e ameaçam fontes aquíferas, a fim de evitar a falta e o crescimento da distribuição desigual da água no Brasil. Assim, será possível aprender com a atual crise hídrica preservando a água presente no planeta.