Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?

Enviada em 06/08/2021

No livro Utopia, de 1516, o filósofo Thomas Morus propõe uma sociedade ideal e perfeita. Nela pontua-se a ausência de conflitos e de adversidades, o que vem, desde então, inspirando as civilizações ocidentais. Contudo, a crise hídrica na qual o Brasil se encontra atualmente, tem feito o país se afastar desse lugar utópico, uma vez que a população realiza o consumo excessivo de água como se fosse algo inacabável, além de haver muita poluição hídrica no país.

Deve-se analisar, primeiramente, que o desperdício de água gera graves consequências à população. Em torno disso, Tales de Mileto afirma que tudo é composto de água e toda forma de vida é surgida a partir dessa matéria. Sob esse viés, o percentual de água doce no planeta são somente 3%, o restante constitui em salgada, porém, o homem pouco valoriza essa fonte de riqueza e sustentabilidade social. Por conseguinte, em detrimento do uso excessivo desse benefício pela sociedade, em alguns pontos do País — como no Rio Grande do Sul — a falta de água em ambientes domésticos e agriculturais persistem e o sofrimento da agremiação é dado por carência de conscientização e ausência dessa benesse matéria. Além disso, desastres ambientais ocorre devido à desinformação social dos indivíduos acerca da temática, destituindo em larga escala o meio natural.

Além disso, convém frisar que a poluição dos corpos hídricos, intensificado pela inoperância do Estado e pela irresponsabilidade coletiva, também impulsiona a crise hídrica brasileira, haja vista que o excesso de poluentes nas águas impossibilita seu uso para o consumo e dificulta o seu processo de tratamento. Nesse sentido, cabe citar o rompimento da barragem em Brumadinho, acontecimento marcante que afetou a sociedade em vários aspéctos, principalmente na poluição das águas com os minerais existentes.

Evidencia-se, portanto, que medidas exequíveis são necessárias para o combate a problemática. É imprescindível, nesse sentido, que o Ministério do Meio Ambiente justamente com o Governo Federal - órgão responsável pelo bem estar e lazer da população - realize campanhas através de canais abertos de TV, os quais maior parte da população tem acesso, mostrando como economizar água, como utilizá-la de maneira correta e sem exagero, a fim de evitar que a água seja destribuída de forma desigual, e que ela nunca seja algo que falte para as pessoas.