Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?

Enviada em 30/09/2021

De acordo com a Constituição Federal, a água é um direito humano. Todavia, diante da atual crise hídrica, nota-se uma divergência nessa garantia, visto que há uma irregularidade quanto a distribuição e ao uso desse fundamental recurso. Isso ocorre devido à negligência social, que acarreta em sérias consequências. Dessa forma, urgem soluções, de modo a ensinar a população com essa instabilidade.

Inicialmente, é importante abordar a origem e o intensificador desse problema. Nesse contexto, segundo o Ministério do Meio Ambiente, é natural uma menor precipitação em determinadas estações, principalmente durante o inverno. Com isso, é comum ocorrer a irregular distribuição da água ao longo do território, mas é inadmissível que os cidadãos não se flexibilizem para economizá-la nessa fase, o que piora essa conjuntura. Logo, trata-se de uma incostitucional questão, visto que a sociedade, ao estigmatizar a finitude desse bem, se priva de seu direito básico.

Outrossim, vale salientar os impactos dessa situação. Sob essa ótica, o livro “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, retrata a árdua jornada de uma família durante um período de seca no Nordeste, mostrando questões como a fome e a miséria vivenciadas. Analogamente, a situação é semelhante, pois, com menos chuvas, a população provem de menos água do que costuma gastar, o que prejudica o saneamento, a higiene básica e até a alimentação, acarretando em uma série de preocupantes desafios. Portanto, frente a esse crítico e inaceitável panorâma, urgem mudanças.

Dessarte, a fim de assegurar que o povo aprenderá com essa crise hídrica, de modo a evitá-la no futuro, é dever do Estado - órgão responsável pelo bem-estar social - promover publicações que salientem a importância desse recurso e como preservá-lo para as épocas de seca.  Isso pode ser feito por meio de postagens nas redes sociais que mostrem a urgência do tema e como melhor administrá-lo - tomar banhos mais curtos e fechar bem as torneiras, por exemplo. A partir disso, a sociedade  saberá como contribuir para garantir o acesso à àgua, cumprindo a Constituição.