Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?
Enviada em 18/10/2021
No documentário “Cowspiracy”, é retratado como o uso de água pelos indivíduos é danoso, relatando uma realidade de falta de planejamento e desperdício excessivo, que contribui para a crise hídrica. Nessa perspectiva, a atual fragilidade hídrica é desencadeado por ações antrópicas nocivas, devido a utilização irresponsável e problemas de gestão correlacionadas com a falta de regulação ao regime de chuvas.
Nesse contexto, é válido ressaltar que houve todo um conjunto de medidas que se somaram para construir o atual cenário de crise hídrica, com destaque ao uso irresponsável, exemplificado pelo Mar de Aral, que desde 1960, é utilizado desenfreadamente e secou. Dessa maneira, a falta de controle anexado ao desperdício de água, estimula a potencialização da escassez dos recursos aquíferos, assim o volume hídrico vêm baixando, analogamente, o preço do uso sobe com a hiperinflação e muitas cidades sofrem com o racionamento. Outrossim, a falha de planejamento de contrução das usinas e das linhas de transmissão revigora o desperdício, que ajuda no esvaziamento dos reservatórios.
Em segundo lugar, vale salientar que diversos problemas de gestão são as responsáveis por grande parte da crise hídrica. Desse modo, o uso descontrolado em junção com a degradação ambiental, poluição das fontes de água e desmatamento em torno das represas são acentuadas fragilidades, que correlacionadas com a falta de regulação ao regime de chuvas, não permitem o abastecimento dos reservatórios e potencializam a escassez de água. Dessa forma, a desprimorosa gestão encara a água como fonte inesgotável, mas cerca de 43% da população mundial sofre com a crise hídrica e o percentual tende a aumentar exponencialmente, segundo dados da Cetesb.
Portanto, é imprescindível que o Governo, em conjunto com a sociedade e o Conselho Mundial das Águas, promova políticas de melhorias na gestão com metas e ações de curto, médio e longo prazo para mitigar a crise hídrica, por meio do uso responsável e controlado por todos os protagonistas sociais e governamentais, em convergência com a melhor captação e adequação ao regime de chuvas, com aplicação de multas aos indivíduos e empresas que utilizarem acima do recomendável ou desperdiçarem água. Assim, reduzir a atual crise de água, aprender com as ações antrópicas nocivas e começar a contribuir com a recuperação hídrica.