Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?
Enviada em 11/11/2021
A série “Snowpiecer”, lançada em 2020 pela Netflix, retrata um grupo de sobreviventes divididos em diferentes vagões de um trem, as classes mais baixas lutam para terem recursos suficientes, enquanto as mais altas esbanjam privilégios. De maneira análoga à classe inferior, hodiernamente, o Brasil sofre com uma crise hídrica. Nesse sentido, a má gestão do recurso e o desmatamento se configuram como fatores que contribuem com a problemática.
Em primeiro lugar, destaca-se a má gestão desse recurso finito. De acordo com pesquisas feitas pelo IBGE, cerca de 70% da água potável disponível é utilizada em atividades agrícolas e pecuária, o que é considerada uma quantidade expressiva em relação ao uso doméstico, que representa menos de 10%. Dessa maneira, é perceptível que uma das principais causas da crise hídrica do país é o consumo excessivo desse líquido em latifúndios, que têm o objetivo de obter lucro máximo, não considerando os impactos na natureza.
Ademais, é importante destacar o impacto do desmatamento. Segundo Thomas Jefferson- terceiro presidente dos Estados Unidos e principal autor da Declaração de Independência do país- a aplicação das leis é mais importante que sua criação. Contudo, infelizmente, esse não é o caso do cenário brasileiro, visto que leis ambientais são descumpridas, pois ainda há desmatamento de biomas que são significativos para os cursos de águas, e, desse modo, agrava-se o problema hidrológico.
Portanto, é evidente que há necessidade de diminuir a crise hídrica brasileira. Assim sendo, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, por meio de políticas públicas, desenvolver projetos de reflorestamento- esses serão supervisionados por profissionais da área, que farão análises e escolherão os melhores locais para plantar árvores nativas- a fim de restaurar cursos de águas afetados pelo desmatamento, amenizando o problema. Nessa lógica, diferentemente de “Snowpiecer”. o Brasil conseguirá evoluir.