Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?

Enviada em 19/11/2021

A “atitude blasé”- termo proposto pelo sociológo alemão Georg Simmuel em seu livro “The Metropolis and Mental Life,” - ocorre quando os indivíduos passam a agir de forma indiferente a situações em que deveriam dar mais atenção. A afirmação proposta pelo sociológo pode ser facilmente atribuída a atual crise hídrica da sociedade brasileira, visto que está, é tratada com descaso. Em suma, é imprescendível mencionarmos que o crescimento demográfico, juntamente como os desperdícios na distribuição e consumo d’água, é um dos fatores que contribuem para o aumento da crise hídrica.

Primordialmente, vale-se destacar que o crescimento populacional é uma das razões que agravam a problemática, visto que conforme o crescimento, mais recursos são necessários para o consumo dos cidadões. Segundo o jornal G1, em questões regionais a população que mais sofre com a falta de água é o Nordeste, devido sua condição climática e demográfica, no qual resulta no agravamento da escassez de água. Sendo assim, é de extrema importância resaltar que a crise atual advém de um agrupamento de situações divergêntes, como demográfia do território, condições climáticas e desperdicíos d’água.

Nesse ínterim, segundo o artigo 1 da Declaração dos Direitos Humanos “Todos os seres humanos nascem livres em dignidade e direitos,” desse modo, é possível argumentar que os desperdicíos na distribuição e consumo de água é de interesse de todo o grupo social. A fragilidade do controle de instrumentos da gestão dos recursos hídricos, possui grande relevância, visto que este, é o responsável pelo fornecimento hidraúlico do país.

Portanto, é fundamental que o Ministério da Economia- que advém com a responsabilidade de fornecer as grandes decisões econômicas do país,- a portar-se sobre as problemáticas a respeito dos desperdicíos na distribuição e consumo d’água, por meio de debates políticos a fim de que as regiões mais carentes e afetadas, devido a crese hídrica, suporte tal situação. Paralelamente, com o Ministério do Meio Ambiente ,-que possui a função de preservar o Meio Ambiente- em cuidar dos reservatórios, a fim de evitar a degradação ambiental das áreas manaciais, por conseguinte, diminuindo a poluição nas fontes hídricas, no qual em conjunto, possam fornecer o esclarecimento e conselho para a sociedade, por meio de palestras, alertando sobre o desperdicíos de água e como combater tal situação, resultando em um direcionamento para lidar com problemáticas futuras.