Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?
Enviada em 19/11/2021
“Uma injustiça em um lugar qualquer é uma ameça á justiça em todo lugar” de Martin Luther king. Em consonância com a frase do ativista, está a realidade de inúmeros brasileiros, que sofrem com a atual crise hídrica no Brasil. Nesse viés, apresentam-se dois obstáculos para a atenuação nesse problema: a ausência de uma conscientização coletiva perante a falta de água e a falta de medidas governamentais que visem a economia da mesma.
Em primeiro lugar, é possível citar, a teoria da Modernidade Líquida de Zygmunt Bauman, a qual é cabível ao contexto, já que diversas pessoas pensam que elas não precisam economizar, porque outras iram. Acresce que, devido a essa “fluidez” de passar a sua responsabilidade para o próximo, acabam contribuindo para o esgotamento da água potável disponível. Por exemplo, o livro “Os Sertões”, do autor Euclides da Cunha, no qual os personagens são obrigados a mudar frequentemente por conta da alta usufruição da água pelos moradores locais e pela sua rápida escassez. Assim, é imperativo uma reversão desse quadro.
Paralelo a isso, sem a devida atenção da população a esse desperdício, o Governo acaba deixando de lado essa pauta tão essencial para a sobrevivência da humanidade. É citável nesse caso, a matéria do jornal Uol, na qual destaca que a progressiva perda de água em reservatórios desde 2012, aliada a falta de iniciativas governamentais para contornar esse problema, fez com que em 2014, o Brasil chegasse no pior nível de água em depósitos. Dessa forma, é visível a importância de uma união entre os cidadãos e o Governo para diminuir o consumo exarcebado desse bem potável.
Mediante o panorama exposto, o Governo Federal, como orgão de administração máxima executiva, junto com o Ministério da Educação, deve atuar a favor dos brasileiros, por meio de ações efetivas, como a criação de palestras em escolas que visem explicar a importância de economizar água e da colaboração de todos, com isso, garantindo a formação de adulto mais conscientes. Além disso, por meio do mesmo agente inicial, é fundamental a criação de leis que assegurem que não estão acontecendo o desperdício de água em coisas que não são necessárias sua utilização, como a limpeza de calçadas. Perante isso, visando uma realidade coerente com a frase do ativista Martin Luther King.