Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?
Enviada em 18/10/2022
O livro “Utopia”, de Thomas More, retrata uma sociedade perfeita, livre de confli-tos. O cenário brasileiro, no entanto, contrasta da obra, uma vez que a crise hídrica é um impasse para a nação - dada a extensão dos prejuízos causados pelo manejo inconsequente dos recursos hidrográficos. Logo, faz-se necessário o debate acerca de aspectos políticos e sociais relacionados ao tema.
Com efeito, segundo a Constituição Federal, é dever do Estado garantir um meio ambiente equilibrado. Nesse sentido, observa-se que as medidas governamentais atuais, para manter um bom funcionamento da exploração dos recursos hídricos, são insuficientes. Assim, é fato que uma das principais razões para tal crise é o con-sumo exacerbado de água - tanto pela população, quanto pelas indústrias - e a inércia do governo em adotar políticas públicas eficientes, visando amenizar o pro-gressivo esgotamento desse componente natural, corrobora o descumprimento da norma supracitada.
Paralelo a isso, cabe ressaltar que a sustentabilidade é definida como a explora-ção responsável de recursos naturais, de modo a não prejudicar gerações futuras. Sob essa ótica, constata-se que uma das consequências mais preocupantes da pro-blemática discutida, é a previsível escassez - ainda mais aguda - de água num futu-ro próximo. Não obstante, um aspecto válido a respeito disso é a ausência da visi-bilidade necessária para esse problema, uma vez que seu potencial de prejudicar a população, é enorme. Dessa forma, é possível enxergar que a falta de engajamento do corpo social, o qual não se mobiliza para mitigar o entrave, colabora para o se-guimento da questão.
Depreende-se, portanto, a importância de frear a crise hídrica no Brasil. Posto is-so, cabe ao Governo Federal implementar um projeto de controle do consumo de água, por meio da fiscalização de indústrias e campanhas de economia em cidades, com o objetivo de diminuir o desperdício desse recurso natural e evitar sua escas-sez no futuro. Além disso, cabe à mídia expor à população as condições do cenário atual e informar sobre os riscos futuros relacionados ao problema, com o intuito de fornecer informação e dar atenção devida à questão. Desse modo, a realidade distópica brasileira tornar-se-á mais justa.