Água: aprenderemos com a atual crise hídrica?

Enviada em 20/02/2024

No documentário brasileiro " A lei da água" evidencia como o novo código florestal impacta diretamente a floresta e, assim, a água, o ar, a fertilidade do solo, a produção de alimentos e a vida de cada cidadão. Todavia, a atual crise hídrica, mostra que o Brasil permanece inerte em relação aos impactos ambientais que afetam a disponibilidade de água na sociedade. com efeito, para promover um meio ambiente equilibrado, faz-se necessário combater a desconexão entre ser humano e meio ambiente, além da omissão estatal.

Diante desse cenário, a desconexão com a natureza representa grave problema. Nesse viés, quanto mais distante da natureza, menos o ser humano se importa com sua preservação.Desse modo não há um militância para combater o colapso ambiental. Esse problema se justifica com aprovações de leis que diminuem áreas preservadas como o cerrado, também conhecida como floresta das raízes, principal bioma responsável pela reposição hídrica de rios e lagos.Assim, é incoerente que a nação “verde”, seja marcada pelo desrespeito e a indiferença pelos recursos do meio ambiente que orientam a cor da bandeira nacional.

Ademais, a inércia estatal motiva a continuidade da problemática.Nesse sentido, Norberto Nobbio, expoente filósofo italiano, afirma que as autoridades devem não apenas ofertar os benefícios da lei, mas também que a população usufrua deles na prática. Sob essa lógica, a partir do raciocínio de Bobbio, o Estado não deve apenas criar políticas públicas de preservação dos recursos hídricos, mas também sensibilizar a população nesse sentido. Essa falta de iniciativa estatal é evidenciada pela ausência de parceria entre legislativo e ciência no momento da criação de leis a fim de promover uma economia sustentável. Desse modo, enquanto a omissão estatal for a regra, a preservação de recursos hídricos será a exceção.

É urgente, portanto, que as escolas– responsáveis pela transformação social– discutam o distanciamento homem/natureza, por meio de projetos pedagógicos como, adoção de mudas, plantações em praças, além de oficinas de sustentabilidade a fim de manter o vínculo com a natureza, desde a infância. Essa finalidade, terá finalidade de minimizar a longo prazo a crise hidrica e de garantir que a filosofia de Bobbio seja, em breve, a realidade brasileira.