Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 07/10/2019
Promulgada em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) garante, em um de seus artigos, que a maternidade e a infância têm direitos a cuidados especiais, com destaque para a alimentação da criança. Entretanto, no cenário brasileiro atual, tanto os recém-nascidos quanto as mães, sofrem com alguns obstáculos, entre eles estão a dificuldade de alimentar e o preconceito com a amamentação em público. Diante disso, se faz necessário o debate acerca do aleitamento materno no Brasil.
Primeiramente, apesar da importância do leite materno, muitas mulheres não conseguem amamentar. O alimento produzido pela mãe tem como função regular o peso do bebê e fornecer a ele os nutrientes necessários ao seu desenvolvimento. Contudo, a dor, a frequência da amamentação diária, a falta de produção do leite e a dificuldade da criança para pegar o peito se tornam grandes impedimentos, ao passo que acabam por reduzir o tempo de aleitamento da criança, que deveria durar, no mínimo, até os seis primeiros meses de vida.
Em segundo lugar, as mães sofrem preconceito ao amamentar em locais comunitários. Um experimento social, feito pelo youtuber Elcio Coronato, retrata mães alimentando seus filhos em público enquanto são mal olhadas e criticadas por pessoas que ali transitam. Além disso, segundo a Pesquisa Global sobre Aleitamento Materno, cerca de 47,6% das mulheres brasileiras já foram vítimas desta aversão. Evidencia-se, portanto, a falta de compreensão social quanto à amamentação.
Diante do exposto, urge que o Governo Federal, por meio do Ministério da Mulher, promova suporte público com pediatras especializados em amamentação em postos de saúde ou em hospitais, com o intuito de tornar a maternidade menos dolorosa para as mães. Ademais, elabore palestras e campanhas voltadas para a conscientização da população acerca da naturalidade do aleitamento materno. Assim, os cuidados especiais à maternidade serão garantidos.