Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 28/10/2019

Posto que o leite materno é insubstituível na nutrição do neonato, do ponto de vista humanitário, o Aleitamento Materno Exclusivo (AME) deve ser entendido como direito humano do lactente. Sendo assim, a disponibilidade da lactante e maior consciência social são fatores decisivos para o sucesso de políticas públicas na área da saúde, capazes de elevar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil.

Em primeiro lugar, o fato de o Brasil ter relativo destaque no mundo (em torno de 40% em condição de AME), ainda o posiciona longe do percentual conceituado como “bom” (acima de 90% na recomendação da Organização Mundial da Saúde). Políticas públicas já adotadas, como acompanhamento pré-natal e licença maternidade, mostram a direção correta das ações com com resultados positivos recíprocos na diminuição da mortalidade infantil  e no aumento da adesão à AME, mas mesmo assim necessitam aprimoramento.

Por outro lado, o contato das gestantes com os profissionais de saúde propicia a oportunidade de condicionamento à amamentação e conscientização quanto aos seus aspectos positivos  além do nutricional, quais sejam. imunológicos, psicológicos e afetivos e de saúde da própria lactante.

É necessário, portanto, além do aprimoramento de políticas públicas já efetivadas, que outras iniciativas contribuam para a maior adesão ao aleitamento materno tanto com qualidade AME quanto em livre demanda. Cabe, então, ao poder público através do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, gestões para estender o tempo de licença maternidade (hoje em 120 dias) aos seis meses de idade da criança, lançar campanha para que as empresas criem condições de acolhimento de crianças até dois anos nas suas instalações e que os profissionais de saúde enfatizem a importância do aleitamento materno nas consultas pré-natais. Assim, haverá significativo e desejável avanço do IDH do Brasil.

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