Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 05/10/2019
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o aleitamento materno, nos primeiros meses de vida, é de extrema importância para um desenvolvimento saudável do bebê. No entanto, no Brasil, muitas mães substituem a amamentação natural pela artificial devido aos desafios apresentados. Logo, são necessárias medidas para alterar essa realidade, cujos obstáculos principais são a falta de orientação dos pais e o preconceito da sociedade.
Primeiramente, convém ressaltar que, às vezes, o aleitamento pode ser um processo difícil. Nesse sentido, sem o conhecimento das técnicas adequadas, amamentar se torna doloroso, devido à formação de fissuras e feridas - como ilustrado no documentário “De peito aberto”, o qual conta histórias sobre as dificuldades relativas à amamentação - o que tende a causar uma preferência no uso do leite sintético. Assim, apresenta-se como indispensável o aprendizado dessas técnicas, como por exemplo, a da pega em “C”, na qual tanto a criança quanto a mãe são posicionados de forma encaixada, favorecendo o procedimento e previnindo o aparecimento das fissuras.
Outrossim, é preciso analisar como a sociedade esterça as mães em direção ao aleitamento artificial. Acerca dessa premissa, observa-se que, no Brasil, a amamentação ainda não é vista como um processo natural e, portanto, não deve acontecer em lugares públicos ou laborais. Por consequência, as pessoas se restringem a dar aos seus filhos o leite comum, quando em alguma dessas situações, para evitar constrangimentos. Nesse contexto, percebe-se que a concepção social sobre um procedimento tão importante ainda se mostra ignorante e necessitada de educação.
Destarte, torna-se urgente agir sobre a problemática, com o intuito de modificar esse panorama. Dessa forma, é dever dos pais, durante o período de pré-natal, procurar ajudar profissional, em postos de saúdes ou com especialistas, para adquirir as informações que tornarão o aleitamento mais fácil. Além disso, é importante que o governo, por meio de campanhas midiáticas, em horários nobres nas redes de televisão e também em redes sociais, reforce o conceito de amamentação como um procedimento natural, a fim de modificar a visão da sociedade e propiciar sua realização. Assim, os bebês brasileiros terão uma alimentação mais adequada e, consequentemente, um desenvolvimento saudável, como preconizado pela Organização Mundial da Saúde.