Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 16/10/2019
Apenas 39% das crianças de 0 a 5 meses alimentam-se, exclusivamente, do leite materno, conforme os dados da Organização Mundial da saúde (OMS). Algumas mães sentem dificuldades em amamentar e o principal motivo é a falta de orientação médica. Além disso, outro fator de forte influência são as indústrias lácteas que favorecem o aumento do desmame precoce.
Numa entrevista com um pediatra, no jornal Estadão, este afirma que os médicos não ajudam as mães e nem as incentivam ao aleitamento. Estas ficam angustiadas por não conseguirem amamentar seu bebê ao sentirem dores ou sofrerem ferimentos nos mamilos. No entanto, a posição correta evita essas possíveis ocorrências tornando esse processo mais agradável. Logo, se torna indispensável que estas mulheres busquem ter o conhecimento do assunto, como também, haja melhoras na assistência hospitalar das maternidades.
O portal do jornal USP aponta que as fábricas lácteas para prematuros fomenta a substituição do leite materno. A publicidade de venda desses produtos desperta o interesse nas mães pela opção prática de alimentar seu filho sem sofrer com os desafios físicos. Entretanto, essa troca pode aumentar os riscos da criança adquirir doenças, já que apenas a amamentação concede muitos nutrientes e anticorpos. Dessa forma, é crucial que toda a sociedade ajude a combater o desmame precoce capaz de prejudicar o crescimento infantil de forma saudável.
Por conseguinte, nem todos os bebês recebem o leite materno devido às influências industriais de leite e a falta de conhecimento do assunto. Assim, é necessário que o Ministério da saúde desenvolva palestras gratuitas, para grávidas e mães de recém-nascidos, em todos os hospitais a fim de transmitir informações suficientes que orientem e apoiem a amamentação. Nesse sentido, haverá grandes chances de nenéns brasileiros crescerem bem nutridos e saudáveis.