Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 10/10/2019

O século XXI está marcado por diversas transformações políticas, econômicas e sociais. Após a II Guerra Mundial muitas mulheres ingressaram no mercado de trabalho e aos poucos foram ganhando espaço. Contudo, a equiparação salarial e a igualdade de gênero são realidades ainda distantes do cenário atual. Além disso, muitas mulheres são impedidas de levar seus filhos ou de amamentar em seus locais de trabalho, o que faz com que muitas mães substituam o aleitamento materno precocemente. Segundo dados da OMS, as crianças até os 6 meses de idade devem ser alimentadas exclusivamente com leite materno, e recomendada a amamentação como complemento da alimentação até 2 anos. No entanto, as mães estão substituindo o aleitamento por sofrerem preconceito, discriminação ou vergonha de amamentar em público.

Em primeira instância, o aleitamento materno é primordial para o desenvolvimento da criança. Apesar disso, muitas mães pela ausência de informação ou preconceito em que enfrentam substituem o leite materno. Decerto, a Constituição Federal de 1988 garante a todos os cidadãos brasileiros o direito à vida, à saúde, à educação e à segurança. Entretanto, as crianças têm esses direitos negligenciados, visto que, a amamentação é primordial para seu desenvolvimento psicossocial; e as mães têm seus direitos feridos, uma vez que são frequentemente hostilizadas em amamentar seus filhos em público. Dessa forma, o Estado é falho em não assegurar os direitos previstos na Constituição.

Outrossim, a substituição do leite materno faz com que muitas crianças adquiram excesso de peso ou obesidade acarretando precocemente doenças crônicas. O documentário brasileiro “Muito além do peso” retrata o cotidiano de diversas crianças que iniciaram precocemente o uso de alimentos industrializados, substituindo o leite materno por papinhas, achocolatados, sucos e refrigerantes; alimentos estes ricos em açucares contribuindo para o ganho de peso e o aparecimento de doenças crônicas tais como diabetes, hipertensão, hipercolesterolemia e doenças cardiorrespiratórias. Apesar disso, o Estado permanece omisso. Enquanto existem diversas propagandas incentivando o consumo de alimentos industrializados na infância, o governo permanece estagnado e não produz conteúdos publicitários conscientizando a população sobre os benefícios do aleitamento materno.

Portanto,  é imprescindível que o governo realize campanhas informativas. Para isso é necessário que o Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação realizem campanhas educativas por meio de núcleos nas escolas para os alunos e comunidade em geral, realizados aos sábados, explicando os benefícios do aleitamento. Dessa forma, através da informação a amamentação e tornará um ato de amor que devera ser respeitado e incentivado ao invés de hostilizado.