Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 09/10/2019
1º de agosto é o dia mundial da amamentação, data dedicada a conscientização de mulheres sobre a importância do leite materno e do abastecimento de bancos de leite. No entanto, é perceptível que desde o período colonial, as senhoras negavam-se a amamentar os seus filhos por questões estéticas, sendo assim, estes eram amamentados por escravas, as amas de leite. Entretanto, essa realidade persiste na contemporaneidade, muitas mães, por questões de aparência negam-se a amamentar, negligenciando a importância desse ato, enquanto que outras, por não possuírem leite, sujeitam-se a apelar por leites industrializados.
Por um lado percebe-se que motivadas pelos padrões de beleza, mães recusam-se a amamentar seus filhos, nutrindo-os com leites em pó que além de aditivos químicos, não possuem as mesmas propriedades que o leite materno. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) os benefícios da amamentação não se restringem apenas a nutrição e precaução de futuras doenças para o bebê, esse ato também auxilia na prevenção do câncer de mama na mãe. No entanto, em decorrência de questões estéticas, o ato de amamentar vem sendo negligenciado e a saúde da geração futura ameaçada.
Por outro lado, milhares de mulheres sofrem por não possuírem leite. A exemplo disso situa-se o caso da apresentadora da TV Globo Fernanda Gentil, que em uma publicação nas redes sociais, relatou a sua angústia em não poder amamentar seu filho, por não produzir leite. Percebe-se, no entanto, que esse fato é ainda mais recorrente em mulheres de baixa renda, as quais geralmente engravidam precocemente e estando o corpo inapto para uma gestação, não produzirão leite suficiente para amamentar, e ao mesmo tempo, carecem de recursos para comprar o leite indicado nesses casos. Desse modo, em decorrência da falta de informações, mães que possuem leite, não doam-no por medo de serem prejudicadas, ou ainda por não saberem da falta dele nos bancos de leite.
Em síntese, medidas são necessárias a fim de amenizar os prejuízos ocasionados pela ausência da amamentação. Desse modo, o Governo Federal, em parceria com a Organização Mundial da Saúde devem propagar, por meio de campanhas e divulgações nas redes sociais, a importância tanto da amamentação quanto da doação de leite com projetos que possibilitem o acompanhamento de profissionais da saúde durante a gestação e após o nascimento, com o objetivo de informar as mães dos riscos prevenidos por esse ato. Espera-se com isso que os padrões estéticos não impossibilitem a criação desse vínculo e que os postos de abastecimento tenham capacidade para suprir as necessidades de mães que não possuem leite.