Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 17/10/2019

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas 38% das crianças no mundo se alimentam exclusivamente do leite materno nos primeiros seis meses de vida. Essa realidade é bem comum no Brasil e revela um cenário marcado pelo preconceito e julgamentos por parte da sociedade, além da falta de informações enfrentada pelas mães.

A priori, existe uma construção histórica do corpo feminino, o qual deve estar sempre escondido e protegido. Nessa perspectiva, amamentar em locais com grande fluxo de pessoas tornou-se um desafio de grandes proporções e, com isso, as mães obrigam-se a buscar espaços específicos ou, em casos mais extremos, acabam abandonando o aleitamento em virtude do excesso de julgamentos. Logo, é de fundamental importância um aparato legal que proteja a integridade física e moral da mãe e do bebê em nível federal.

Ademais, outro fator que preocupa é o efeito gerado pela fala de informações, principalmente com mulheres que têm seu primeiro filho. Nesse cenário, o desconhecimento sobre a composição do leite da mãe e os benefícios gerados para a saúde do bebê faz com que a procura por fórmulas e industrializados aumente significativamente. Além disso, a ausência de acompanhamento médico e de orientação sobre os edemas que ocorrem naturalmente e as posições adequadas para o bebê desestimulam a amamentação.

Em síntese, o aleitamento materno é a fase mais importante no desenvolvimento da criança, mas enfrenta uma série de empecilhos. Portanto, cabe ao Poder Legislativo Federal criar uma lei que possa punir os casos de preconceito contra mães que amamentam em público, por meio de um disque denúncias via internet, Whatsapp e Facebook - aplicativos mais acessados pela população - a fim de proteger a mãe e o filho. Além disso, os Postos de Saúde podem promover campanhas mensais com o intuito de informar sobre o aleitamento e estimular a prática.