Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 10/10/2019
No Brasil colonial, as escravas amas de leite amamentavam filhos quando as mães biológicas estavam impossibilitadas. Hoje em dia, quando impossibilitadas, as mamães têm substituído o tão saudável e importante leite materno por outros tipos de alimentos antes mesmo dos seus bebês completarem seis meses de vida. Dessa forma, os recém-nascidos não adquirem uma boa imunidade para diversas enfermidades. Nessa perspectiva, esse desafio desafio deve ser superado para que uma sociedade mais saudável e integrada seja alcançada.
Segundo dados publicados pela Unesco, em 2013, somente 36% das crianças brasileiras receberam exclusivamente o leite materno como alimento nos primeiros seis meses de vida. Esse baixo índice se deve ao fato de que muitas mulheres sentem dificuldade no início do processo - como dores ou até mesmo uma falta de encaixe entre a mama e o bebê - e acabam desistindo do precedimento, pois raras são as vezes em que são alertadas acerca de que uma boa amamentação é fruto do aprendizado.
Faz-se mister, ainda, salientar a violência simbólica, conceito elaborado pelo sociólogo Pierre Bordieu para tratar de uma violência que não é física nem verbal e que mesmo assim descrimina e oprime, como impulsionador deste problema. Já que, em público, muitas mamães se sentem constrangidas e sofrem preconceito pelo simples fato de alimentar de forma natural o seu filho.
Diante do exposto, é necessário que todas as maternidades do Brasil, públicas e privadas, promovam orientação, através de profissionais da saúde, para todas as mães de recém-nascidos; a fim de que as mesmas, mesmo com dificuldades iniciais, possam dar continuidade a amamentação nos primeiros seis meses de vida as crianças. É imprescindível também que o Ministério da Saúde lance campanhas publicitárias, através das televisões e das redes sociais, que conscientizem a sociedade sobre a naturalidade do ato amamentar, dessa forma, as mamães poderão alimentar os seus filhos em público sem qualquer constrangimento.