Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 14/10/2019
A campanha “Agosto Dourado” é comemorada por diversas entidades e organizações, no Brasil, e está relacionada a conscientização da sociedade sobre a importância do aleitamento materno. Nesse sentido, mesmo com iniciativas como essa, atualmente, a temática enfrenta vários embates no país. Fato esse que está ligado à insuficiência de amamentação, ainda nos primeiros meses pós gestação, o que pode gerar sérios impactos ao desenvolvimento da criança. Logo, torna-se fundamental avaliar as possíveis causas e consequências dessa questão no país.
A princípio, é válido ressaltar os principais fatores que contribuem para os entraves do aleitamento materno no Brasil. Dentre eles, é possível citar a falta de conhecimento dos pais da criança sobre a importância dessa tarefa para o desenvolvimento da criança. A esse respeito, embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirme que a amamentação deve ser efetuada nos seis primeiros meses após a gestação para que haja o crescimento sadio do indivíduo, essa informação não é totalmente disseminada na sociedade brasileira. Prova disso é o dado do Ministério da Saúde que aponta uma média de apenas 54 dias de alimentação com leite materno no país. Ademais, a frequência de nutrição biológica pode ser diminuída por conta de situações específicas, como o desconforto de amamentação em horários noturnos e em ambientes públicos, o que contribui para reduzir o período dessa atividade.
Em consequência disso, o desenvolvimento físico da criança pode ser prejudicado, pois nesse líquido materno há várias substâncias essenciais para a saúde, como água, anticorpos, nutrientes e sais minerais. Dessa forma, com a interrupção do processo de aleitamento, a criança pode desenvolver vários problemas. Exemplo disso é a má formação de estruturas ósseas e hormonais, bem como o aumento de chances de adquirir doenças, como a Hepatite B, devido à baixa imunidade do indivíduo. Com isso, percebe-se os grandes prejuízos gerados à saúde infantil vinculados à interrupção da atividade natural de alimentação da criança, o que exige uma maior conscientização das famílias a respeito dessa problemática.
Destarte, para diminuir os impasses relacionados ao aleitamento materno no Brasil, é necessário que o Ministério da Saúde promova programas públicos de disseminação da temática no país. Isso pode ser feito por meio da criação de campanhas publicitárias, em jornais, revistas e redes sociais, que retratem o assunto de forma clara e objetiva acerca da importância da amamentação e seus benefícios para a saúde e desenvolvimento da criança, a fim de instruir o máximo de brasileiras sobre o tema e estimular essa prática durante todo o período necessário de crescimento infantil.