Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 14/10/2019
Em 2016, uma grande comoção tomou conta das redes sociais e se dispersou pelo mundo mundo a fora: tudo isso, em virtude de uma foto que registrava a ex-deputada do PC-do B, Manuela D’Villa, amamentando a sua filha em plena sessão na Assembleia da comissão de Direitos Humanos. A princípio, não é uma situação que deveria ter tomado tais proporções, entretanto, em um país onde quase metade das mulheres afirmam ter vergonha de amamentar em público, esse evento se torna admirável. Assim, faz se necessário atuação governamental para que o direito a liberdade de amamentar em público seja garantido e incentivado.
Segundo o filósofo moderno John Locke, o Estado emerge com a função de garantir os direitos intrínsecos ao indivíduo. Isto é, a liberdade está entre eles, porém, na medida em que se faz análise da Pesquisa Global sobre Aleitamento Materno de 2015, da Organização Mundial de Saúde- A qual revela que o Brasil lidera o ranking de países onde as lactantes têm medo de amamentar em público, representando uma porcentagem de aproximadamente 47,5%- verifica-se, a violação ao contrato social de Locke. Visto que, há uma ausência de liberdade no ato mais eficiente em prevenir futuras doenças. Já que, o leite materno é recomendado pelos profissionais da saúde como fortalecedor do sistema imunológico, nervoso e endócrino.
Ainda, de acordo com Hipócrates, considerado o pai da medicina, a forma mais eficiente em prevenir o uso de remédios é usar o alimento como principal aliado. Entretanto, mesmo tendo o conhecimento da relevância do leite materno, muitas mães entregues a correria do dia a dia fazem uso de formas alternativas para alimentar o bebê. Dessa forma, contribuindo para futuras pandemias oriundas da irresponsabilidade dessas genitoras.
Diante disso, cabe ao Congresso Nacional promover mais investimentos nas ONGs de Nutrição-mediante uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias-as quais realizarão palestras e debates com as gestantes de todo o país. Ministradas por profissionais da área da saúde, com o intuito de criar a consciência da importância do ato de amamentar, reforçando os impactos positivos no desenvolvimento econômico e social do país e ainda destacando as consequências nefastas que a sua ausência pode resultar. Com isso, casos como o da ex-deputada do RS serão cada vez mais corriqueiros no país e os de doenças aliadas à ausência do aleitamento serão significativamente mais raros.