Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 16/10/2019
A neuro-hipófise libera o hormônio ocitocina, este estimula o corpo humano, gerando diversas reações, entre elas está o estimulo a ejeção do leite materno enquanto a mãe amamenta o filho. Esta liberação ajuda o bebê a sugar de forma mais fácil. Contudo, nesta fase importante da nutrição do filho há diferentes fatores que podem prejudicar o desenvolvimento saudável da criança.
As dores que as mulheres começam a sentir após longos meses amamentando e o preconceito que sofrem ao amamentar em público, são os fatores mais influentes em relação ao desmame precoce de crianças brasileiras. Tal fato gera dados como o da Organização Mundial da Saúde (OMS), em que há um alerta de que apenas 39% dos bebês brasileiros de até 5 meses de idade são alimentados exclusivamente com leite materno, enquanto o recomendado pela ONU seja de pelo menos 6 meses. Pode-se ter como base para esta preocupação um recente estudo feito pela USP, em que foi apresentado que o desmame precoce de filhotes de rato além de não fornecer toda a nutrição necessária a ele, também afetou a química cerebral materna.
Segundo José Simon, professor da USP, o aleitamento materno é uma questão de saúde pública e um direito biologicamente determinado. Portanto, a mulher não deve ser impedida de amamentar em público, e sim receber amparo da sociedade, cenário diferente do que é apresentado no Brasil, no qual 47,5% das brasileiras dizem ter sofrido preconceito por amamentar em público, segundo a Pesquisa Global sobre Aleitamento Materno, em 2015.
Nessa perspectiva, cabe ao Ministério da Saúde investir em recursos dos meios de comunicação como propagandas em postos de saúde, para que assim a sociedade entenda e respeite o ato de amamentar em público, e as mães saibam a importância de amamentarem seus filhos até a idade recomendada, fazendo com que as crianças brasileiras tenham uma melhor nutrição.