Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 16/10/2019

O aleitamento materno gera inúmeros benefícios para mãe e filho. O leite materno possui alto valor nutritivo, protege as crianças contra infecções, alergias e cânceres infantis. Além disso, para a mãe, a amamentação reduz o peso mais rapidamente após o parto, ajuda o útero a recuperar o tamanho normal e também reduz o risco de desenvolver câncer de mama e ovário. Apesar disso, inseguranças e retorno a jornada de trabalho dificultam esse ato tão importante.

Em primeiro plano, a insegurança e dificuldade na hora de amamentar diminuem o tempo de amamentação, que para um bom desenvolvimento do infante deveria ser exclusivo, pelo menos,  até os 6 meses de vida. Nesse viés, em 1990 a Organização Mundial da Saúde, formulou a “Declaração de Innocenti” para promover, apoiar e proteger o aleitamento materno. Porém, dificuldades como a posição correta de pega do bebe e a insegurança se somente o leite é suficiente para a nutrição, por falta de orientação, demonstram que essa declaração precisa de mais engajamento dos órgãos públicos para que seja efetiva.

Outro fator importante, é o retorno ao trabalho que muitas vezes ocorre após quatro meses do nascimento do bebe e em muitos casos interrompe a amamentação. De acordo com o Artigo 9° do Estatuto da Criança e do Adolescente, o aleitamento materno é um direito da criança e é dever do governo, das instituições e dos empregadores garantir condições propicias ao mesmo. Por isso, não é razoável que ainda nos dias atuais o retorno laboral seja um obstaculo á amamentação, sendo que este garantido por lei.

Portanto, a garantia a lactação, urge melhorias e atenção de todos. Desse modo, cabe ao Ministério da Saúde ampliar as campanhas e orientações de amamentação, capacitando os profissionais da saúde para auxiliar as lactantes e também o Governo impor as empresas espaços e condições para que o retorno ao trabalho não interrompa a amamentação. Afim, de proteger e garantir o aleitamento como prevê a  OMS.