Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 15/10/2019

Desigualdade salarial de gênero existente antes da Era Vargas, direito ao voto promulgado apenas em 1946, falta de um número significativo de delegacias de defesa da mulher e diversos outros fatos sociais deixam evidente o quanto as mulheres vem sendo marginalizadas ao longo da história.Desse modo, tem de ser discutido sobre o aleitamento materno que deveria ser algo natural e tornou-se motivo de julgamentos e impedimentos.

Tendo em vista o quanto amamentar é crucial para o neném, sobretudo nos primeiros meses de vida, pois além do leite materno ser a única forma de alimentação até o sexto mês do bebê, ele também é rico em vitaminas e estimula uma relação afetiva com a mãe.Ou seja, é inadmissível o não aleitamento nos primeiros meses, podendo por em risco a vida da criança.

Ademais, amamentar em locais públicos ou privados tem se tornado um ato na qual a ‘‘massa’’ brasileira, grande parcela da população, vem julgando e por vezes até tentado impedir o ato.Assim, novamente, a mulher se encontra numa posição vulnerável e sem a efetividade de seus direitos previstos pelo artigo quinto e seus incisos da constituição, há também a confirmação da frase do filósofo Hobbes ‘‘o homem é o lobo do homem’’, já que na tentativa de marginalização da mulher a sociedade coloca a criança em risco.

Portanto, para que as mulheres tenham seus direitos assegurados, o poder judiciário deve fiscalizar e aumentar o punimento de leis pré estabelecidas, como por exemplo, a de multas para quem impedir a amamentação.Isso pode ser feito com o aumento no valor dessas multas e em casos extremos chegar a uma prisão de quatro a seis meses, para que assim os direitos das mulheres sejam assegurados.