Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 17/10/2019

Na cultura indígena brasileira, o amamentando é considerado natural e biologicamente determinado, a tribo não julga, e sim, acolhe. Entretanto, fora da comunidade indígena, a sociedade brasileira, principalmente os recém-nascidos, sofre com a questão do aleitamento materno. Isso pode ser considerado um problema, pois a falta do leite materno expõe o bebê a muitos fatores negativos que o afetarão durante seu crescimento.

Atualmente, observa-se que o ato de amamentar tem se tornado cada fez mais trivial. Porém, um prematuro que não é amamentado pode sofrer deficiência mental e atraso no crescimento. Segundo um estudo do Instituto Nacional de Pesquisa Médica e de Saúde (INSERN), 45% das crianças prematuras demonstram um quociente de desenvolvimento inferior a 85.

Além disso, outro fator existente que aumenta o problema do aleitamento materno é o preconceito que as mães sofrem ao realizar tal ato em público. Segundo pesquisas realizadas pelo Lansinoh, laboratório de produtos para amamentação, 47% das mães brasileiras já sofreram críticas por amamentar em público. Para complementar, em outra pesquisa sobre o assunto, Rita Ritinha, uma mãe, relatou que quando alimenta seu filho em locais públicos muitas pessoas olham “torto”, e ela se perguntou se eles não lembram que passaram pela mesma situação quando bebês.

Dessa forma, medidas precisam ser tomadas para que o aleitamento materno no Brasil deixe de ser uma questão problemática. O Ministério da Saúde deve implementar palestras em locais públicos de convivência, com o objetivo de informar sobre a importância de amamentar e de tentar diminuir o preconceito da sociedade perante esse ato. Essas palestras serão divulgadas por meio de panfletos distribuídos por voluntários do programa nas residências próximas do local do evento. Agindo assim e pensando nas palavras de Mahatma Gandhi, “o futuro depende do que é feito no presente”, no futuro o aleitamento materno no Brasil deixará de ser um problema.