Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 17/10/2019

Problemas de circundam o aleitamento materno e como promover a integridade da saúde das crianças

Desde a ascensão do capitalismo, no século XX, a população feminina foi ganhando progressivamente o mercado de trabalho. Por essa razão, a falta de aleitamento materno é um problema no Brasil contemporâneo que, fomentado pelo crescimento da indústria farmacêutica e aliado ao estigma social que circunda o tema, ocasiona prejuízo à saúde e aumenta a mortandade entre crianças no período pós natal. Destarte, torna-se fundamental a ação de órgãos nacionais para resolver o impasse.

Incontestavelmente, ‘’temos de nos tornar a mudança que queremos ver no mundo’’, dizia o ativista, Mahatma Gandhi. Nesse sentido, vê-se a importância das ações individuais para o bem coletivo. Entretanto, a excessiva promoção de leites artificiais por parte da indústria de remédios contrapõe os ideais de humanização para com a sociedade, já que, segundo a TV Cultura em 2018, essa industrialização provoca a inibição da amamentação natural, fazendo-a parecer ineficiente, o que leva crianças a terem sérios problemas relacionados ao sistema imunológico provocados pela visão lucrativa do mercado.

Dessa forma, nota-se a importância da expansão dos conhecimentos individuais para a não alienação social, já que, como dizia o pacifista, Nelson Mandela: ‘‘a educação é o motor para o desenvolvimento social’’. No entanto, a ausência de instruções sobre o assunto junto à excessiva sexualização da mulher, torna a amamentação um estigma, fazendo com que mais de 50% das mulheres tenham vergonha de amamentar seus filhos em público e a recorrerem por formas alternativas de aleitamento, ainda segundo a TV Cultura, o que pode acelerar o crescimento da mortalidade no período pós natal.

Logo, conforme a teoria Newtoniana, cada ação gera uma reação. Portanto, o Estado, em parceria com o Ministério da Saúde, deve permitir a venda de produtos para o aleitamento artificial apenas quando necessário e com prescrição médica, tendo o auxílio da fiscalização feita por farmacêuticos com a intenção de diminuir a influência negativa da indústria. Além disso, o Ministério da Educação, junto ao setor midiático, precisa promover a importância do leite materno no início da vida, a fim de orientar as mães por meio de propagandas e palestras, elaboradas por médicos, nas universidades e em veículos de informação. Assim, o conjunto dessas ações contribuirão para a preservação da integridade da saúde das crianças brasileiras.