Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 17/10/2019
As “amas de leite”, escravas que tinham como principal função amamentar os filhos de seus senhores, muitas vezes por comodidade e extensa recuperação das mães dos recém-nascidos, são fortes figuras vítimas da escravidão. Na contemporaneidade brasileira, diferentemente da situação anterior, as mulheres impedem o processo natural de aleitamento materno, por recorrerem ás fórmulas artificiais alimentícias, devido a não compreensão da importância desse alimento, e os entraves encontrados nesse processo.
Primordialmente, o leite materno é visto pelos membros da Instituição Albert Einstein, como o alimento mais complexo que há, nele existem os nutrientes necessários para o desenvolvimento do lactante, além de possibilitar a imunização passiva natural, através dos anticorpos que são passados de mãe para filho. Desse modo, torna-se imprescindível o uso desse artifício biológico para a alimentação até os seis meses de idade do indivíduo. Ademais, os benefícios dessa ação também refletem na mãe, que além de fortalecer seus laços afetivos, diminui a concentração do hormônio conhecido como ocitocina, otimizando o processo de recuperação pós-parto, segundo estudos da mesma Instituição.
No entanto, lamentavelmente, essa prática ainda é pouco normatizada pela sociedade, principalmente quando a alimentação se é dada em locais públicos, como mostra a Pesquisa Global sobre Aleitamento Materno, a qual 47,5% das brasileiras já sofreram algum tipo de preconceito durante o ato. Tais dados demonstram o quanto é negligenciada pelas autoridades, essas agressões cometidas contra as mães e os bebês, fomentando o desleito precoce por sentirem-se inseguras e desconfortáveis, podendo trazer futuros malefícios às crianças.
Portanto, é inaceitável que medidas não sejam tomadas. Cabem aos membros do legislativo (vereadores, senadores, entre outros), a criação da lei “Livre amamento”, a qual puniria com a multa de R$2.500,00 àquele (a) que perturbar de qualquer maneira (constranger, ofender verbalmente, assediar) a mãe durante a alimentação de seu filho em locais públicos, por meio de reuniões com mulheres vítimas de tais inquietações, e votações no Senado Federal. Nessa conjuntura, o aleitamento materno seria visto com a devida importância e respeito, abrandando assim, os atuais entraves encontrados na comunidade brasileira.