Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 23/10/2019

A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro - coloca como direito do recém nascido aleitamento materno como forma de alimentação exclusiva até os primeiros 6 meses de idade e do período seguinte até os 2 anos aquele como alimentação complementar. Entretanto, devido a falta de informações e o preconceito da população brasileira no ato de amamentar em público, muitíssimas crianças deixam de ser aleitadas antes mesmo dos 6 meses, atitude que prejudica o desenvolvimento do infante. Logo, torna-se impreterível discutir acerca do aleitamento materno em questão no Brasil.

É pertinente, de início, ratificar o preconceito como fator propulsor da rejeição em amamentar. Segundo a Pesquisa Global sobre Aleitamento Materno, 47% das mulheres deste corpo social já sofreram preconceito por amamentarem em público. Este fato representa uma barreira para as mães que se sentem constrangidas em alimentar seus filhos. Tal fato desestimula a lactação trazendo prejuízos para mãe e filho. Por conseguinte, conscientizar a população sobre a necessidade do aleitamento diminuindo o julgamento popular, apresenta-se como uma medida crucial.

Em segundo lugar, mas não menos importante, é valido ressaltar a falta de informações às mães sobre a importância em lactar como elemento a ser trabalhado socialmente. De acordo com Nathalia Sarkis, pediatra do Centro de Medicina Fetal do Hospital Santa Lúcia, a falta de informações sobre a relevância do aleitamento contribui para a mãe desistir de amamentar integralmente seu filho. Muitas progenitoras não entendem o por que deste ato ser tão considerável no desenvolvimento da criança. Com isso, informar a população e dispôr de um suporte as novas mãe mostra-se urgente.

É fundamental, portanto, alterar o cenário vigente para se viver em consonância com a Constituição Federal. Para tal, o Estado e a mídia concentram importantíssima função: informar. A ela, cabe, através de entrevista com autoridades - como Dr. Drauzio Varella -, novelas e filmes, mostrar o por que se deve amamentar a criança pelo período recomendado pelo Estado - já que esta é a melhor forma de nutrir o bebê. Já aquele, deve dispor de profissionais de saúde para dar suporte a mãe e orientar a família sobre o ato de amamentar. Essas atitudes têm por objetivo aumentar a permanência da amamentação até os 2 anos completos da criança. Além disso, o Legislativo deve apresentar leis que punam as pessoas que agirem de forma discriminatória contra mães que amamentam sua prole em público. Tal circunstância visa conscientizar a população sobre a necessidade em respeitar o ato de amamentar independentemente do local onde se execute. Assim, unindo forças e dedicação coletiva tornaremos o Brasil um país cada dia mais democrático desde a infância.