Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 20/10/2019
O Agosto Dourado, no ano vigente, foi instituído como mês de promoção a ações voltadas para o aleitamente materno, em busca de empoderar as famílias como atuantes na fase mais importante do bebê. Assim, medidas como essa, foram cruciais para a discussão acerca do aleitamento, já que, poucas crianças recebem, exclusivamente, o leite materno, e ainda há, grande preconceito quanto à amamentação em público.
Mormente, consta-se um cenário de baixos índices de amamentação no Brasil. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, apenas 36,6% das crianças até seis meses recebem, exclusivamente o aleitamento materno. Nessa acepção, é notória a porcentagem insuficiente com orientações preconizadas da área da saúde. Dessarte, salienta-se que a amamentação é questão de saúde pública e um direito biologicamente determinado, na medida que oferta nutrientes e imunidade necessárias ao desenvolvimento do bebê. Portanto, a necessidade de reverter esse quadro.
Além do supracitado, as mães enfrentam o preconceito social ao aleitar em público. Segundo dados da Pesquisa Global de Aleitamento, 47% das mulheres brasileiras já sofreram preconceito pelo ato. Nesse contexto,a resistência por parte da sociedade, deve-se, ainda à sexualização das mamas. Para o filósofo Pierre Bordieu, na teoria de “Habitus”, a sociedade incorpora aquilo que lhe é imposto e reproduz, dessa forma, é perceptível como as raízes de uma sociedade patriarcal e machista projeta o peito feminino como objeto sexual, e reproduz essa ideia, mas, não como órgão acessório primordial no desenvolvimento humano. Logo, a precisão de modificar essa mentalidade.
Infere-se, por conseguinte, diante do abordado que impera a ação de órgãos responsáveis. Sendo assim, o Ministério da Saúde (MS) deve fortalecer programas como o Programa de Saúde da Família (PSF), por meio de investimentos em ações que promovam educação continuada, ao alertarem sobre a importância do aleitamento e como ele influencia no crescimento da criança, além de ofertar amparo para possíveis dificuldades no processo de aleitar, a fim de aumentar os índices de amamentação e melhorar o relacionamento mãe e filho. Somado a isso, o MS deve promover propagandas e debates televisivos no combate ao preconceito social sobre a amamentação em público, para que haja erradicação da problemática. Decerto, ao implementar essas ações, as mães poderão se empoderar e campanhas como o “Agosto Dourado” serão pertinentes e efetivas no estímulo ao aleitamento materno.