Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 25/10/2019

Promulgada em 1948, pela ONU, a DUDH (Declaração Universal dos Direitos Humanos) garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar. Nessa perspectiva, o aleitamento materno é o pilar do ser humano, tanto físico quanto psicológico, ao ser o primeiro alimento do recém nascido e o mais rico que existe, por possuir e fornecer todas as necessidades nutricionais, imunológicas e emocionais. No entanto, a falta de auxílio profissional à amamentação, aliada ao preconceito existente a tal ato, contribui para que essa ação tenha entraves à sua promoção social por completo no Brasil.

Em primeiro lugar, o escasso apoio dos profissionais vinculados à área da saúde para com as mães com recém-nascidos, resulta ao abandono antecipado da amentação aos bebês, ao se depararem com situações incômodas no aleitamento materno e muitas desconhecerem a importância desse alimento. Nesse âmbito, Dom Pedro II teve sua infância e adolescência constituídas por tutores e professores de excelência profissional, os quais objetivavam sua formação culta, racional e intelectual, características indispensáveis ao último monarca do Brasil. Dessa forma, o  apoio de pessoas capacitadas é o principal pilar de qualquer ação que vise seu sucesso. Sendo assim, o auxílio às mães com o aleitamento do recém nascido é essencial, por orientá-las e apoia-las a realizarem tal ação de forma correta, enfrentando as barreiras existentes ao processo e oferecendo o principal alimento do ser humano.

Por conseguinte, o preconceito à amamentação atrapalha para que essa prática seja realizada em locais públicos e/ou a sua promoção na sociedade, por exercer na mãe o ideia de que essa ação é errônea, o que resulta na vergonha e abandono de tal prática. Tal fato seria combatido com o conhecimento, por ser a educação a arma mais poderosa que se pode usar para mudar o mundo, segundo Nelson Mandela (ex-presidente da África do Sul), visto que a importância da amentação ao bebê é incoincidente com a discriminação. Logo, o desconhecimento sobre a ligação entre amentação a base do desenvolvimento de uma pessoa, além de ser o melhor alimento para o bebê, acarreta a discriminação, o que incentiva a diminuição da taxa dessa prática na sociedade.

Portanto, a partir dos argumentos supracitados, o Ministério da Saúde deve ampliar e melhorar a qualidade dos serviços prestados às mães com recém-nascidos - enfatizando o apoio nos primeiros dias de vida do bebê, por ser o período em que o aleitamento materno é imprescindível. Tal ação deve acontecer por meio do aumento do número e da qualidade da formação dos profissionais vinculados à área pediátrica. Deve-se, também, realizar campanhas em todas as esferas públicas, as quais busquem evidenciar a importância dessa ação, combatendo o preconceito ao aleitamento materno. A partir de tais ações, poder-se-á melhorar os índices de amentação no Brasil, o que executa a DUDH.