Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 20/09/2021

Um dos grandes desafios no puerpério é a amamentação, responsável por trazer inúmeros benefícios para a saúde do recém-nascido. No entanto, esse processo é muitas vezes difícil ou até mesmo impossibiltado dependendo das condições da mãe, o que pode gerar frustração tanto da família quanto do neném. Desse modo, o aleitamento materno deve ser incentivado em prol do bem-estar do bebê e alternativas para as pessoas que não conseguem oferecer isso a seus filhos devem ser viabilizadas.

Primeiramente, as vantagens do leite materno são essenciais para a proteção da criança no presente e ao longo da vida. Nesse âmbito, o colostro, primeira secreção que sai do peito, é responsável por oferecer anticorpos e vitaminas que garantem a prevenção de inúmeras doenças e fortificam o organismo do recém-nascido, sendo de extrema importância a ingestão desse líquido. Além disso, por muito tempo a mãe é a única fonte de alimentação nessa faixa etária e, com isso, o primeiro laço afetivo é criado nesse contato constante, fazendo com que haja um desenvolvimento muito além do fisiológico, mas também o emotivo.

Por outro lado, há questões que impedem o aleitamento pela via natural, sendo necessário recorrer a outras formas para possibilitar a nutrição dos bebês. Nesse sentido, menos de 40% das crianças com menos de seis meses de vida possuem acesso exclusivo ao leite materno no Brasil, de acordo com a UNESCO. Sendo assim, o abandono, problemas de saúde, e a atuação no mercado de trabalho são alguns dos empecilhos para que isso não aconteça, o que pode trazer prejuízos ao crescimento infantil.

Portanto, é fundamental que o aleitamento seja incentivado até, pelo menos, os seis meses de idade.       Para tanto, cabe ao Ministério da Saúde realizar uma ampla campanha publicitária nos meios midiáticos de incentivo à amamentação e doação de leite para os bancos hospitalares, demonstrando os benefícios para a saúde que tal prática proporciona e exibindo depoimentos de mães que precisaram recorrer à solidariedade de outras lactantes para nutrir seu bebê e, assim, divulgar para a população a importância e a necessidade desses atos. Por fim, é dever das empresas disponibilizarem salas e intervalos para que as trabalhadoras possam amamentar seus filhos pelo período adequado, sem que haja o interrompimento dessa prática.