Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 22/10/2019

Os mamíferos são dotados de glândulas mamárias, as quais, quando estimuladas pelo hormônio oxitocina, produzem uma secreção chamada de leite, o qual é o primeiro alimento consumido pelo ser humano, dado sua importância. Porém, a prática da amamentação enfrenta entraves, como o preconceito com as mães que a realizam em público, assim como a desinformação sobre a importância da prática.

A Revolução Industrial revolucionou a alimentação humana, inclusive a dos bebês, os quais tiveram o leite materno substituído por uma mistura química danosa à saúde, a qual é veiculada em propagandas como extremamente nutritiva aos pequenos. Nesse sentido, é válido ressaltar o papel social da amamentação, o qual gera um vínculo entre mãe e filho. Assim, caso publicidades sobre tais leites continue veiculando a desinformação, ocorreram não apenas mais doenças em crianças, mas também uma diminuição do vínculo entre mãe e filho.

Somado a isso, segundo o Departamento Científico de Aleitamento Materno, as brasileiras são as mulheres que mais sofrem preconceito ao amamentar em público. Tal fato remete à sociedade patriarcal, que só reconhece a mulher como objeto sexual, sem respeitar seu papel como dona do próprio corpo e das próprias vontades e que ainda sexualiza os seios em detrimento da função biológica primária deles.

Destarte, cabe ao Poder Legislativo propor uma lei que fortaleça o CONAR (Conselho Nacional da Autoregulamentação Publicitária), o qual deve ganhar poder de veto em propagandas que transmitam informações alteradas, visando diminuir a desinformação acerca do leite materno e de seu substituto. Outra medida paliativa cabe às escolas, que necessitam, desde cedo, ensinar sobre questões de gênero, visando desconstruir o machismo existente na sociedade brasileira. Por fim, cabe ao Ministério da Saúde realizar campanhas na mídia sobre a grande importância da amamentação materna.