Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 22/10/2019
Embora seja essencial para a saúde do bebê, só 36,6% dos recém nascidos são amamentados até os seis meses no país, segundo artigo publicado no site da UNESCO. Sexualização do seio feminino, preconceito e desinformação são os principais obstáculos enfrentados por mulheres no Brasil que impedem o aumento no aleitamento materno.
Devido à maior participação no mercado de trabalho e à maior autonomia conquistada pelas mulheres nas últimas décadas elas deixaram de passar a maior parte do tempo restritas às suas casas para frequentar um número maior de espaços. Nesse contexto, a sexualização do seio feminino, agora mais do que nunca, tem prejudicado o aleitamento materno pois por temer sofrer represálias por parte de pessoas preconceituosas muitas mães deixam de amamentar caso estejam fora do lar.
Ademais, a desinformação tanto sobre o processo de aleitamento quanto sobre a própria importância do mesmo torna as mães mais susceptíveis a deixar de amamentar caso encontrem algum problema em sua execução.
Diante do exposto fica evidente a necessidade de medidas públicas para o aumento do aleitamento materno no Brasil. Cabe ao legislativo a criação de leis que tornem crime a descriminação de mães que amamentem seus filhos em público. Essa lei ajudaria mães que precisam frequentar tais locais a não interromper a amamentação. Ao ministério da família cabe a distribuição de cartilhas nos hospitais públicos dando maior informação sobre a amamentação. Tais cartilhas devem ser entregues a gestantes pelos médicos durante o pré natal. Aos médicos cabe salientar a impossibilidade de substituição das propriedades do leite materno por outros tipos de leite, para as futuras mães.