Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 24/10/2019
Para o nutrólogo Brasileiro Lair Ribeiro, o leite materno é o alimento mais completo para o recém-nascido. Ele é tão importante que deve ser a unica substância a ser ingerida até os seis meses de idade. Infelizmente, mais de 60% das mães no Brasil não seguem essa regra. Sabendo disso, por que as famílias resolvem diversificar a alimentação do bebê antes do período recomendado? Assim sendo, cabe análise da causas, consequências e possível solução.
Em primeiro lugar, é importante evidenciar fatores que levam as mães incluírem alimentos alternativos à dieta da criança. Dentre eles estão a pseudo percepção de que o peito na alimenta o suficiente, o cansaço, dores nas mamas e o preconceito da alimentação em locais públicos. Sobre esse último, a Revista Pais e Filhos registrou que 36% das mães não se sentem a vontade, inclusive, relataram desaprovação de pessoas que presenciaram a cena. Mesmo com os fatos expostos, não se justifica a inclusão de novos alimentos para concorrerem com o que há de melhor para o pequeno, o leite materno.
Em segundo lugar, vale ressaltar os efeitos da alternativa alimentar na vida do recém-nascido. Como ponto de partida, cita-se a facilidade de adoecimento em razão da vulnerabilidade imunológica, cuja defesa é provida pelos anticorpos presentes do leite materno. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, além dessa defesa, a amamentação tem excelente valor nutricional e supre as necessidades emocionais em razão do contato físico entre mãe e cria. Diante desses benefícios, é consenso que a questão do aleitamento materno tem que ter prioridade no Brasil.
Depreende-se, portanto, que se trata de questão de saúde pública. Assim sendo, cabe ao Ministério da Saúde, competente para combater a desnutrição e promover o bem-estar social; implantar campanhas na mídia e comunidades; por meio de vídeos e palestras, com o fito de conscientizar os futuros pais para a importância da amamentação. Espera-se, com isso, que as crianças bem nutridas possam crescer fortes e saudáveis.