Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 29/10/2019
Imunização, nutrição e desenvolvimento. Inúmeros são os benefícios do aleitamento materno. Todavia, no Brasil, os dias médios de amamentação tem diminuído de forma progressiva. Diante desse cenário, nota-se essa realidade uma anomalia para a seguridade das crianças brasileiras, sendo esta consequência direta de entraves legislativos aliado a escassez de anteparo profissional.
A princípio, convém ressaltar que o panorama supracitado relaciona-se com espaço socioeconômico conquistado pelas mulheres. Sob esse viés preconizou Simone de Beauvoir, filosofa existencialista, no livro " Memória de Uma Moça Bem Comportada" afirmando que: Toda vitória feminina oculta uma abdicação. Partindo desse pressuposto, a adesão desse grupo no mercado teve por resultado a interrupção da amamentação. Isso porque, somente empresas participantes do programa cidadão ofertam os 180 dias de licença maternidade orientados pelo ministério da saúde, as demais permitem somente 120. Logo, a própria legislação vigente não garante o alactamento adequado.
Outrossim, posto que por falta de conhecimento teórico e prático das vantagens do leite materno, gestantes -principalmente as de primeira gravidez- optam por não amamentar. Isso porque, com o surgimento de leites artificiais foi-se possível um alternativa dotada de praticidade tanto na aquisição e no uso. Dessa forma, antepor o aleitamento natural passou a ser uma decisão impulsiva que é pouco discutida e auxiliada por profissionais, o que deixa o recém-nascido propenso a doenças futuras.
Depreende-se, portanto, ações que possam mitigar esse impasse. Para isso, é dever do poder legislativo a mudança da licença maternidade, aumentando os dias oferecidos ou possibilitando a saída e entrada dessas mães em horários que permitam a amamentação. Ademais, o Ministério da Saúde deve criar minicursos gratuitos para mães de primeira viagem, enfatizando as vantagens da aleitamento.