Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 27/10/2019

A classe dos mamíferos é assim denominada pois a amamentação dos filhotes é a sua principal característica. Tal fator, foi uma importante conquista evolutiva, pois garantiu um maior índice de sobrevivência da prole, já que o alimento é fornecido diretamente pela mãe durante parte considerável da infância das espécies que compõem essa classe. Entretanto, na espécie humana, essa prática, que é imprescindível para a saúde e o desenvolvimento dos bebês, tem enfrentado obstáculos para ser efetivada durante o tempo necessário. Haja vista que além dos problemas biológicos, muitas vezes enfrentados por lactantes, o preconceito da sociedade é prejudicial para a saúde das crianças.

A princípio, é importante destacar que o leite materno é o primeiro tipo de imunização que os recém-nascidos recebem, no leite estão contidos os anticorpos necessários para proteger o indivíduo enquanto o organismo desse não é capaz de se assegurar sozinho. Assim, a Organização Mundial da Saúde recomenda que esse seja o alimento exclusivo dos infantes até os primeiros 6 meses de idade. Desse modo, é indubitável que o aleitamento é de extrema importância para as crianças e deve ser uma prática levada a risca pelas mães que prezam pela saúde de seus bebês.

Contudo, a amamentação enfrenta graves problemas pelas mães do Brasil e do mundo. Uma vez que inúmeras complicações biológicas podem surgir, como a dor durante a prática e a falta da produção do leite que ocorre com algumas mulheres, mas o principal problema enfrentado no mundo ainda é o preconceito. De acordo com a Pesquisa Global Sobre Aleitamento Materno, realizada no ano de 2015, quase metade das mães brasileiras afirmaram já ter sofrido preconceito ao amamentar em público. Isto é, a sociedade repudia um dos atos mais naturais e importantes para a humanidade, seja por considerá-lo inapropriado, ou muitas vezes, por considerar o aleitamento - uma prática primordial para a prole - como algo sexualizado.

Portanto, para garantir que a amamentação e, consequentemente, a saúde dos infantes sejam garantidas é necessário que algumas medidas sejam tomadas. Cabe ao Ministério da Saúde criar campanhas de conscientização da sociedade, visando informá-las sobre a importância do aleitamento e de como esse ato deve ser o mais naturalizado possível, por meio de propagandas e informativos veiculados por mídias de fácil acesso como o rádio e a televisão. Ademais, o Ministério da Saúde deve garantir a informação às mães brasileiras, por meio de orientações sobre a amamentação durante os exames pré-natais, por exemplo, para assim garantir que elas irão aleitar seus filhos durante o tempo necessário. Desse modo, é possível melhorar a saúde das crianças e o bem-estar das mães brasileiras.