Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 28/10/2019
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o bebê seja alimentado, exclusivamente, com leite materno até 6 meses de vida. Bem como, o próprio leite cobre suas necessidades e promove fatores imunológicos que o protegem durante este período. Em virtude disso, não há como negar que a amamentação é beneficiosa para a saúde do bebê. Entretanto, existem questões que podem dificultar esse processo, são elas as pressões externas e internas sofridas pela mãe.
Em primeiro lugar, têm-se, no Brasil, a questão da licença maternidade. Trabalhadoras contratadas pelo regime de Consolidação das Leis do Trabalho tem direito ao afastamento de 120 dias. Com isso, a mãe não consegue amamentar durante o período adequado de 180 dias, sugerido pela OMS. Visto que, se a mão é a única provedora do sustento da criança ela irá ter que retornar ao trabalho.
De acordo com Hipócrates, considerado ‘‘pai da medicina’’, há uma maior mortalidade entre os bebês que não amamentam no peito. Isso se deve ao fato da falta de informação da importância do aleitamento materno e, também, de que muitas mãe não conseguem produzir leite, muitas vezes, devido a pressões psicológicas, como a mudança do corpo.
Além disso, segundo a Pesquisa Global sobre Aleitamento Materno, no Brasil, 47,5% das entrevistadas alegam ter sofrido preconceito por amamentar em público. Tendo isso, observa-se a questão histórica cultural e religiosa brasileira que acaba por influenciar no julgamento da sociedade. Uma vez que, muitas pessoas acreditam que o ato de amamentar em público é constrangedor e não normal.
O estado deve promover ajustes na licença maternidade, por meio de acordo entre as empresas empregadoras, para que haja um aumento no tempo de afastamento ,a fim de que, seja cumprida a recomendação de 180 dias dada pela OMS. Ademais, o Ministério da Saúde deve promover campanhas, por meio da divulgação em redes sociais, nas universidades e nas próprias empresas sobre a importância da amamentação. haja um