Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 30/10/2019

Em sua obra “Iracema”, José de Alencar retrata a história de um casal - a índia Iracema e o guerreiro branco Martim-. Dessa relação surge o filho Moacir, e a índia apresenta grande dificuldade em amamenta-lo, mas sabendo da necessidade da amamentação ela luta muito pra conseguir proporcionar o aleitamento ao filho, e consegue após fazer uma loba sugar seu seio. Fora da literatura, ao se observar a questão da amamentação no Brasil, percebe-se que no país existe um grande entrave no que tange o aleitamento. Nesse prisma, é importante analisar este impasse e suas causas, uma vez que o preconceito da sociedade em torno da amamentação em público torna-se um grande obstáculo para muitas mulheres.

É importante ressaltar, em primeiro plano, que o preconceito intrínseco a sociedade em relação à amamentação em público configura-se como um obstáculo ao problema. Conforme o pensamento do físico Albert Einstein é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito. Desse modo, o julgamento a que muitas mulheres estão sujeitas ao amamentar o filho torna-se um grande entrave para elas, haja vista a sexualização existente em torno do seio, que hoje em dia devido a este preconceito tem perdido sua função primária de amamentar e é visto por muitos com outros olhos. Assim, se o pensamento do brasileiro e o preconceito permanecer o aleitamento materno em público terá seus índices cada vez menores.

Cabe mencionar em segundo plano, a falta de informação sobre a importância do aleitamento para o bebê. Frente a isso, cabe citar as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) de que a amamentação exclusiva no peito deve ser feita até pelo menos os seis meses de vida da criança. No entanto, o desconhecimento de grande parte da população, sobretudo de locais mais carentes acerca da contribuição do leite materno apara a saúde do bebê, contribui para que as recomendações como da OMS não sejam efetivadas. Logo, doenças que poderiam ser evitadas pela nutrição do leite materno nos primeiros anos de vida se tornam frequentes, visto que a amamentação é muitas vezes negligenciada.

Diante do exposto, pode-se concluir que medidas devem ser tomadas para que a amamentação no Brasil deixe de ser um problema. Para isso, o Governo por meio do Ministério da saúde, deve realizar campanhas e palestras em postos de saúde com profissionais como médicos e enfermeiros, além de um acompanhamento domiciliar das gestantes e mães com o objetivo de informar sobre os benefícios do leite materno para a criança. Além disso, faz-se importante o papel da mídia na divulgação de cartilhas e guias que informem e auxiliem na amamentação, além de erradicar preconceitos existentes.