Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 30/10/2019

Segundo a Constituição Federal de 1988, no seu artigo 196, é dever do Estado garantir o acesso á saúde, bem como é responsável pelas medidas públicas para zelar pelo bem-estar físico do cidadão brasileiro. O artigo da Constituição dá início à reflexão de como o aleitamento materno representa um desafio a ser enfrentado, de forma mais organizada, pela sociedade brasileira. Esse fato se evidencia não só pelo preconceito gerado com a amamentação em público, mas também, pela falta de informação.

Em primeira análise, a falta de conhecimento por parte da sociedade é um agravante para resistência à amamentação. Essa situação se dá, uma vez que o homem é aquilo que a educação faz dele, sintetizada por Immanuel Kant, filósofo do século XVIII. Sendo a ignorância do homem à respeito da importância e benefícios do alimento proveniente da mãe, refletida nas ações cotidianas. Como resultado desse cenário, danos são gerados à saúde da criança, por exemplo, a dificuldade de ganhar peso, falta de nutrientes necessários e perca de contato afetuoso com a mãe.

Somado a isso, o prejulgamento da ação de amamentar em ambientes coletivos se torna um grande obstáculo para situação. De acordo com pesquisa global realizada pela Lansinoh, em 2015, o Brasil fica em primeiro lugar com 47,5%, em que mulheres sofreram prenoção por amamentarem em público. Nessa perspectiva, por trauma de ocorrências passadas, algumas mulheres sentem-se receosas de alimentarem seus filhos. Consequentemente, as mães abrem mão do leite materno e passam a utilizar a fórmula que, definitivamente, não é o melhor para o bebê.

Portanto, medidas precisam ser tomadas para resolver esse impasse. É necessário que o Estado, a partir de uma parceria entre o Ministério da Educação e o da Saúde, promovam palestras e campanhas. Primeiramente voltada para as mães, mostrando à elas a importância da amamentação. E em um segundo momento levar essas informações para as escolas e comunidades, visando a conscientização da população. Espera-se com isso, maiores índices de amamentação e diminuir o preconceito gerado. ggerado