Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 01/11/2019

Sabe-se que amamentar é o ato de alimentar bebês ou crianças pequenas com o leite produzido pelas mamas de uma mulher. De acordo com o artigo 9º do Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA, a amamentação é um direito de toda criança, sendo dever de todas as instituições efetivá-lo. Desse modo, urge discutir acerca da amamentação no Brasil, uma vez que esta vem sofrendo dificuldades habituais e uma onda de críticas nos últimos anos.

A priori, é importante ressaltar que o leite da mãe é rico em nutrientes e vitaminas essenciais para a vida do bebê, pois é por meio dele que a criança receberá seus primeiros anticorpos. Assim, segundo dados divulgados pela OMS - Organização Mundial da Saúde, as crianças devem fazer aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade, porém, cerca de 39% delas recebem a alimentação via leite apenas até os cinco meses de vida. Dessa forma, a falta de conscientização das mães por meio do pré natal e o desmame precoce podem desencadear inúmeras consequências, tanto à lactante quanto à criança.

A posteriori, no documentário “De peito aberto” é retratado o caráter transformador do aleitamento, bem como os benefícios e o preconceito vigente sobre o mesmo. Fora das telas, tal problemática é muito recorrente, pois, de acordo uma pesquisa realizada pela Global Lasinoh, 40% das mães brasileiras já foram criticadas ou reprimidas por amamentarem em locais públicos. Dessa maneira, é importante perceber que a amamentação é uma necessidade biológica, para assim quebrar o tabu incidente sobre ela.

Dessarte, é preciso, portanto, intervir sobre tais causas para solucionar o problema e avançar diante do contexto atual. Assim sendo, cabe ao Governo em parceria do Ministério da saúde promover campanhas publicitárias que rumem conscientizar a sociedade a respeito da importância e benefícios da amamentação. Compete, também, que as secretarias de saúde, hospitais e postos promovam um maior e mais eficaz acompanhamento com as mães para que fiquem a par dos seus direitos e deveres durante o período da gestação. Tais medidas poderão contribuir no despertar crítico da sociedade bem como com a desmistificação dos tabus hodiernamente existentes, promovendo assim uma ampliação e um maior engajamento social no que cerne a amamentação.