Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 07/11/2019

Sabe-se que, conforme articulado por Heráclito, a sociedade e os indivíduos são mutáveis. Desse modo, por intermédio de constantes mutações, muitas opiniões e pensamentos transparentes nas décadas antecessoras não são mais os mesmos. Sendo assim, um desses pensamentos que transformou-se hodiernamente foi em relação à amamentação, visto que diversas mulheres decidem não amamentar seus descendentes devido às dificuldades experienciadas no princípio e por estarem em meio a uma coletividade falocêntrica.

Primordialmente, é sabido que o aleitamento materno é algo de extrema relevância para os seres humanos, principalmente em seus primeiros dias de vida, em virtude de que o bebê vem ao mundo com um sistema imunológico completamente ineficaz e, portanto, no leite materno há os nutrientes e anticorpos da mulher já imunizada os quais migram do organismo da mãe para o do filho. Em contrapartida, análogos benefícios são indiscutivelmente ignorados pelo sexo feminino que não aspira amamentar apenas pelo fato de que irá sentir-se desconfortável no início em razão das dores impulsionadas pela sucção do lactente. Diante do exposto, é inequívoco que se tornar mãe é abrir mão de suas vontades, com a finalidade de dar lugar ao bem-estar dos filhos, então, o desejo de não amamentar é visto como uma dessas vontades de que é necessário ceder para amparar os descendentes e vê-los repletos de vitalidade desde o seu nascimento.

Ademais, outro fator o qual influencia negativamente o aleitamento materno é que o sexo feminino encontra-se dentro de um corpo social machista e patriarcalista em que o ato de amamentar em público origina a aversão societária, uma vez que inúmeros cidadãos supõem que consoante ação natural dos seres humanos irá excitar os homens os quais situam-se no local. Não obstante, em consequência por viverem nessa sociedade sexista, grande parcela da mães contemporâneas optam por não fornecer alimento materno aos seus bebês por medo de interferir em sua vida sexual, posto que seus seios ficarão esteticamente flácidos, podendo despertar, assim, o desinteresse do companheiro.

Em suma, é indubitável que as mães hodiernas escolhem não efetuar o aleitamento materno devido às dificuldades experienciadas e por estarem em meio a uma coletividade falocêntrica. Logo, para desatar homólogo impasse, é dever do Ministério da Saúde, junto com a mídia, incentivar a amamentação em todo território nacional, por meio de campanhas nos hospitais, televisão, internet e revistas, a fim de disseminar a importância do leite materno e seus elementos benéficos. Dessa forma, a problemática a qual envolve a amamentação será devidamente solucionada.