Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 09/11/2019
(Caro corretor, como não tenho condições de pagar 15 reais para a correção do tema do ENEM 2019, venho por meio desta implorar que analise minha redação do enem2019. Por favor, nunca te pedi nada)
No filme “Karatê Kid”, nota-se a democratização da população chinesa no que tange às expressões artísticas, inclusive o cinema. No Brasil, entretanto, a cultura cinematográfica não faz parte da vida de todos os brasileiros, visto que é restrita à classe de renda mais alta. Nesse ínterim, os indivíduos desafortunados são excluídos dessa criação antrópica, o que entrava a formação da identidade cultural e perpetua a desigualdade social desse grupo.
Precipuamente, pode-se afirmar que a exclusão dos economicamente desfavorecidos referente ao cinema é uma realidade no país. De acordo com o pensamento de John Locke, de que o homem nasce como se fosse uma folha em branco, compreende-se que os filmes, carregados de críticas e valores da sociedade, são fundamentais na construção da personalidade e das virtudes humanas. Porém, a folha em branco configurada nos brasileiros mais pobres deixa de ser preenchida, uma vez que o inacesso desses aos longa-metragens é evidente no Brasil. Desprovidas de um amplo acervo cultural e artístico, essas pessoas encontrar-se-ão “atrasadas” quando comparadas ao meio em que vivem, o que confirma a necessidade de rever esse empecilho no cenário nacional.
Outrossim, salienta-se, ainda, que a frágil democracia do cinema também promove a desigualdade social entre os habitantes. Nesse contexto, é factual que o “Imperativismo Categórico”, teoria kantiana que defende a igualdade e o bem geral da coletividade, não é exercido no território brasileiro, haja vista que a oportunidade de contemplar a arte cinematográfica é escassa para muitos indivíduos. Sob esta ótica, é notável a disparidade de classes na comunidade, as quais se divergem, ainda mais, pela desnivelação do acesso aos cinemas. Para ilustrar, uma pesquisa realizada pela Organização das Nações Unidas, ONU, destaca o Brasil como o décimo país mais desigual do mundo, (alguma coisa sobre segregação implícita desse público no meio cultural) o que revela a dificuldade dos menos afortunados em alcançarem a homogeneidade social por meio dos filmes.
Dado o exposto, portanto, urge que o supracitado imbróglio seja erradicado do país. Com o fito de garantir a acessibilidade do grupo de menor renda aos cinemas, bem como de atenuar a desigualdade entre as classes, é essencial que o Governo distribua, em todos os estados, centros de exposição de filmes gratuitos. Isso pode ser concretizado mediante construções de espaços apropriados para uma experiência confortável, principalmente nas áreas urbanas mais carentes. Dessa maneira, possibilitar-se-á que a democratização do acesso ao cinema deixe de ser uma utopia no Brasil.