Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 30/11/2019
Ao longo da história é possível estabelecer a figura materna,ligada ao Cristianismo,como algo sagrado nas civilizações.Hoje essa visão atrelada a religiosidade que,atribui valores homogêneos e não leva em conta as particularidades de cada mulher inserida em uma diferente cultura,coloca como questão aspectos relacionados ao aleitamento materno no Brasil.Entre as discussões estão a falta de conhecimento para o ato de amamentar e a opinião pública que o estigmatiza em lugares públicos.
A priori,destaca-se o resultado da pesquisa conduzida pela Escola de Saúde da Universidade de Yale a qual apontou que,no Brasil,quase 40% das crianças de até 6 meses se alimentam exclusivamente de leite materno,o que torna o país uma referência mundial na questão.No entanto,não é só a consciência da importância de amamentar,mas sim,a questão financeira,já que,esse alimento é gratuito e as mães com menos acesso ao consumo acabam ficando sem outras opções.Além disso,ainda há um número pequeno de projetos como os Hospitais Amigos da Criança que contam com uma equipe multidisciplinar para auxiliar quem apresenta dúvidas sobre como proceder de maneira segura e confortável na hora de alimentar o filho.
Em segunda análise,aparece o conservadorismo cultural do Brasil que julga o ato de amamentar em público.Prova disso,é a análise da Pesquisa Global sobre aleitamento Materno a qual aponta que para 64% das mulheres brasileiras é normal amamentar em público,porém,quase metade das que já o fizeram relataram episódios de preconceito.Isso é fruto da visão machista presente na sociedade que impede a discussão sobre diferentes aspectos da saúde das mulheres,não só em relação ao aleitamento,mas também sobre o aborto e os anticoncepcionais.Como consequência disso,a amamentação exclusiva que deveria durar pelo menos seis meses ocorre somente por 54 dias em média.
Em síntese,para incentivar o aleitamento materno no Brasil é necessário que o Ministério da Saúde assegure a contratação de profissionais capacitados para aumentar a oferta de equipes como a já supracitada que auxiliam as mães para que se sintam mais confortáveis e seguras ao amamentar.Além disso,o Ministério,também,deve utilizar os veículos de comunicação para apresentar uma campanha elucidativa sobre a amamentação em público com o intuito de diminuir o preconceito e garantir a liberdade de circulação das mãe e dos seus filhos.