Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 08/02/2020
Segundo o Ministério da Saúde, o único alimento que deve ser ingerido por uma criança até os seis meses de vida, é o leite materno. Paralelamente, no Brasil, a maioria das mulheres não aderem a essa recomendação em relação aos seus filhos, o que é decorrente do preconceito contra algumas circunstâncias do aleitamento materno e, também, pela variação condicional referente a essa questão entre as diversas realidades no país.
Nesse contexto, é preciso salientar que, apesar de a amamentação ser uma questão tão íntima entre a mãe e seu bebê, vários fatores externos acabam interferindo nessa prática. Perante a sociedade, é perceptível vários pontos de intolerância em relação à escolha da mãe por optar em amamentar a criança até os dois anos de idade, o que ,também, é recomendado por órgãos competentes ao assunto. Além disso existe uma severa discriminação em relação ao aleitamento em locais públicos, o que acaba por influenciar muitas mulheres a abolirem a prática e alimentar o filho de outras maneiras quando se encontram fora de casa.
Ademais, vale ressaltar que, por conta da imensa desigualdade social existente no Brasil, nem todas as mães se encontram na mesma situação no que consiste a essa pauta. Perante os membros das classes média e alta, há um leque maior de variedade em relação à dieta infantil, enquanto, em meio as classes de menor poder aquisitivo, há um maior seguimento da recomendação competente ao assunto. Entretanto, ainda existem as mães que, por fatores biológicos não conseguem produzir leite materno, o que se torna um grande problema para muitas, por conta da insuficiente quantidade de doações nos bancos de leite do Brasil.
Portanto, vê-se que se faz necessária a adoção de medidas no que consiste a essa problemática. Urge que o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, realize palestras em escolas e instituições sociais, abordando tópicos sobre a ética, tolerância e importância do aleitamento materno, com o intuito de conscientizar a parcela em formação da sociedade em relação a essa pauta. Cabe, também, ao mesmo órgão, em parceria com o Ministério das Comunicações, a criação de um projeto que consista em campanhas publicitárias, para incitar a doação de leite materno aos bancos de leite no Brasil. A propagação dessa campanha deve ser feita através de comerciais televisivos e meios de comunicações, com a finalidade de alcançar o maior número possível de doadoras e amenizar o quadro atual.