Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 21/02/2020

Falta de informação,de acolhimento,excesso de julgamento,mitos e cobranças,compõe o cenário de obstáculos enfrentados diariamente pelas mamães do nosso país como relação  principal estratégia isolada na prevenção de mortes infantis-a amamentação-.Embora,o Brasil tenha avançado com relação ao aleitamento materno é necessário que mudaças de formas mais efetivas sejam realizadas para que os primeiros 180 dias do bebê ele seja amamentado.

Em primeiro lugar, a criação de mitos aliados a pouca orientação e informação sobre período de amamentação gera um despreparo para esse período. Assim, muitas mulheres se preparam para o parto e não se planejam para essa fase de grande importância para o bebê  e a genitora.Somando-se a isso, é sabido sobre os benefícios do leite materno no organismo da criança porém as vantagens de amamentar são inúmeras e muito pouco divulgadas. Como por exemplo, a redução da diabete tipo II,reduz o risco de câncer de ovário em 30%,além de auxiliar no emagrecimento enfatiza José Simon professor associado ao departamento de pediatria da Faculdade de Riberão Preto em sua entrevista para o Jornal da USP.

Por outro lado,além da orientação pouca que é dada, há os julgamentos e pouca liberdade de espaço para a amamentação.Ademais, no Brasil não é em todos os lugares que se pode amamentar ou coletar o leite esse comportamento advém da sociedade machista e patriarcal que objetifica e sexualiza tudo,não levando em consideração que o aleitamento materno é uma questão de saúde pública e um direito biologicamente determinado.Segundo a Organização Mundial de Saúde apenas 39% dos bebês brasileiros de até 5 meses são alimentados exclusivamente com o leite materno,mesmo estando acima da média mundial e possuindo o maior Banco de Leite Materno o Brasil precisa avançar na mentalidade e no incentivo ao aleitamento.Sendo que, a maior parte desse grupo está inserido no mercado de trabalho.

Evidencia-se,portanto,a importância do aleitamento para a saúde materna e do filho,para que seja de fato uma prática da maior parte das mulheres.Urge que o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação deve aumentar foco na grade curricular dos cursos da área da saúde a importância da amamentação e como devem proceder para que seja um momento prazeroso para a mãe.Em outra perspectiva, o governo pode dar incentivos fiscais as empresas que facilitarem e criarem salas para amamentação e coletagem do leite materno, também oferecendo durante esse périodo um horário mais flexível.Dessa forma,cumprir a meta estabelecida pela OMS que é em 2025,pelo menos 50% das crianças no Brasil serem amamentadas até os 6 meses como unica forma de alimentação.