Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 05/03/2020
Antigamente, era comum que as mulheres que tinham filhos e não podiam amamentar entregarem essa função às amas de leite. As pessoas sabiam que era crucial amamentar os bebês e viam isto como algo natural. Hoje em dia, nesse quesito, a sociedade retrocedeu, esquecendo os valores do aleitamento materno e agindo com ignorância diante disso. Por isso, é de fundamental importância defender o direito à amamentação.
A inserção da mulher no mercado de trabalho foi, sem dúvidas, uma grande conquista ao feminismo; no entanto, quando essas mulheres se tornam mães, além da correria do dia-a-dia, a licença-maternidade é de apenas quatro meses, que são dois meses a menos do tempo que um bebê precisa para se alimentar pura e corretamente do leite materno. Raros empregos aceitam que suas mães cuidem de seus bebês durante o trabalho, deixando-as sem tempo para cuidar e, claro, amamentar o filho.
Além disso, pela desinformação da importância do aleitamento materno, nota-se grande preconceito com as mães que amamentam o filho em público. Isso, além do constrangimento e opressão causados, obriga a mulher a recorrer a uma alimentação alternativa pro bebê, como o leite de vaca. Como consequência da falta da amamentação, a criança fica vulnerável a desenvolver doenças crônicas e grande desnutrição, estragando sua qualidade de vida futura e atual.
Conclui-se, então, que o direito ao aleitamento materno é uma questão de saúde pública, ocupando posição de extrema importância. O Ministério da Saúde, juntamente com o Congresso Nacional, devem aumentar o período da licença-maternidade para o tempo ideal da amamentação, e também evidenciar à população a importância e naturalidade do aleitamento, a partir de projetos de lei e campanhas de conscientização. Assim, daqui a médio a longo prazo, conseguiremos reforçar os direitos das mães com seus bebês.